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Artigo: “A Astrologia como ferramenta de Individuação ou Iluminação Tântrica” no jornal O Legado

Neste mês de Agosto, o jornal O Legado traz mais um atigo de minha autoria.  O tema é o de como que a Astrologia pode ser uma ferramenta para a Iluminação ou, em outras palavras, para o processo de Individuação conforme definiu o psicoterapeuta Carl Jung.  O jornal O Legado é especializado no segmento holístico e um dos principais meios de comunicação para interessados no tema. Segue abaixo o texto na íntegra:

A Astrologia como ferramenta de Individuação ou Iluminação Tântrica

Nas tradições ligadas ao ocultismo, as vertentes relacionadas ao Vama Marga Tantra – o chamado Caminho da Mão Esquerda Tântrico – dão ênfase à descoberta da essência divina individual que se sobrepõe ao ego. Esse estágio de Iluminação, ou o Nirvana, aparece com diversos nomes nas variadas correntes tântricas o que, em última instância, pode ser comparado ao que o psicoterapeuta Carl Jung definiu como o processo de Individuação.

Jung era um confesso admirador da Astrologia e chegou a afirmar que “a Psicologia deve reconhecer a Astrologia, já que esta representa a súmula de todo o conhecimento psicológico da Antiguidade”. De acordo com o psicoterapeuta suíço, com o Processo de Individuação, o sujeito experimenta um autoconhecimento profundo, integrando não somente as sombras de seu Inconsciente Pessoal, como acessando o que chamou de Inconsciente Coletivo.

Em outra corrente de pensamento – paralela, porém longe de ser contraditória – os ocultistas adeptos do Vama Marga Tantra trabalham com o conceito de aniquilação do ego com o uso de meditações, rituais mágicos e ferramentas das chamadas Ciências Herméticas. Nessas tradições, o autoconhecimento vem por outras vias que não a da relação clássica definida pelo precursor da Psicanálise, Sigmund Freud, como processo terapêutico de cura pela palavra.

O Tantra é experiencial e místico e, nele, a Astrologia tem o papel de ajudar o ser tântrico a encontrar a sua essência individual. Aleister Crowley, o controverso ocultista inglês e talvez um dos mais populares propagadores do Caminho da Mão Esquerda Tântrico no Ocidente, costumava recomendar os estudos astrológicos como ferramenta para que o aspirante à Iluminação pudesse acessar mais facilmente o que ele definiu como Verdadeira Vontade. No sistema mágico criado por Crowley, a Verdadeira Vontade seria a essência máxima do indivíduo, uma autoconsciência profunda que o permitiria realizar-se magicamente no mundo.

A fascinação de Crowley pela Astrologia como ferramenta de autoconhecimento tântrico foi tão intensa que o fez desenvolver um dos maiores estudos sobre as correspondências entre posicionamentos astrológicos, a Cabala Hermética e a simbologia da Magia Sexual. A obra, denominada “777 and Other Qabalistic Writings” (ou “777 e Outros Escritos Cabalísticos”, na tradução livre ao Português), é considerada um dos mais completos estudos do ocultismo Ocidental. Tudo isso, claro, sem mencionar sua amizade próxima com o escritor português Fernando Pessoa, que além de suas magníficas obras literárias, também presenteou ao mundo com seu talento como astrólogo.

Nesse processo de autoconhecimento profundo, seja pela Individuação como conceituada na Psicologia ou pela Iluminação Tântrica, a Astrologia torna-se um recurso valioso no caminho para que o indivíduo consiga se libertar de fatores inconscientes condicionantes. Por meio da leitura do mapa astrológico natal e de suas previsões, pode-se identificar estados mentais aos quais o indivíduo estará sujeito, dando-se a orientação para que este possa fazer escolhas melhores, mais conscientes e em harmonia com sua essência.

Ou seja, em última instância, na visão ocultista do Caminho da Mão Esquerda Tântrico, a Astrologia daria ao mago mais recursos para este acessar a sua Verdadeira Vontade e seguir seu caminho em consonância com o seu Inconsciente. E a isso podemos também dar a nome de Processo de Individuação.

Mas seria a Individuação ou o conhecimento da Verdadeira Vontade algo semelhante à Iluminação? Se considerarmos a Iluminação como um processo de desenvolvimento de uma supraconsciência que permite o máximo controle mental, ao mesmo tempo em que acessa as dimensões mais sutis da existência, a resposta é sim.

É claro que existem diversos meios para a busca da Iluminação. A prática do Yoga, as diversas terapias alternativas, o estudo da filosofia, a meditação… São muitos os recursos e caminhos possíveis. Mas uma coisa é indubitável: conhece a si mesmo quem sabe reconhecer na prática o princípio hermético de que “o que está em cima é como o que está embaixo”. E nisso, a Astrologia e suas aplicações práticas são a prova indubitável da conexão do homem com sua divindade.

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