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Artigo: “O Tarô de acordo com o Tantra”, no jornal O Legado

A edição de setembro do jornal holístico O Legado publica mais um artigo meu. Desta vez, o assunto é o Tarô e como o conjunto de 78 cartas utilizado como oráculo é utilizado para os adeptos do Vama Marga Tantra, o Caminho da Mão Esquerda do Tantra. Leia abaixo o texto na íntegra:

O Tarô de acordo com o Tantra:

decodificando o direcionamento da energia vital

 

Um conjunto de símbolos que traduzem o inconsciente humano. Assim poderíamos definir o jogo de 78 lâminas que compõem o Tarô. Para seguidores do Vama Marga Tantra – ou os estudiosos do que no Ocidente ficou conhecido por Magia Sexual – a simbologia contida nos arcanos do Tarô também decodificaria a energia vital do consulente e a forma como esta é direcionada. E desse conceito deriva a efetividade das previsões por meio das cartas.

 

Considerando o conceito filosófico que dá corpo ao Vama Marga Tantra, o chamado Caminho da Mão Esquerda do Tantra, de que a energia vital é análoga à energia sexual acumulada nas sombras do inconsciente, podemos então encontrar a conexão entre o Tarô e a Psicologia. Assim, ao selecionar cartas em uma tiragem de Tarô, o consulente estaria buscando os símbolos que mais se aproximam de como sua energia vital está direcionada para determinado assunto. E essa seleção, aparentemente aleatória, seria exercida com base na Sincronicidade, evidenciando assim um conceito estudado pelo psicoterapeuta Carl Jung.

 

O Tarô seria então a forma mais direta de acessar padrões mentais que influenciam o livre arbítrio do indivíduo. E, diante da possibilidade de trazer à consciência o que estaria preso em seu lado sombra, o consulente pode tomar decisões melhores e até alterar o curso do que está por vir em sua vida. Afinal, a função das artes divinatórias vai além de predizer o futuro, mas está na possibilidade de dar mais subsídios para que o aqui e agora seja melhor direcionado em função dos objetivos de vida do consulente.

 

Esse mecanismo que interliga símbolos, energia vital e sua conexão com sexualidade pode ser aplicado a qualquer baralho de Tarô. E são inúmeras as opções disponíveis aos tarólogos em todo o mundo: do tradicional Tarô de Marselha a jogos inspirados nas histórias em quadrinhos, contos de fadas, diversas crenças e mitologias. Entre todos esses, talvez o mais literal nessa conexão é o Tarô de Thoth.

 

Idealizado pelo controverso ocultista inglês Aleister Crowley e ilustrado pela artista plástica Frieda Harris, o Tarô de Thoth traz símbolos que se repetem em diversas culturas e que remetem ao direcionamento da energia sexual humana. Resultado dos anos de estudos de mitologia e religião comparada de Crowley e de sua passagem por diversas ordens secretas, o Tarô de Thoth reúne conceitos da cabala, estudos da Maçonaria, mitologia egípcia e símbolos que remetem às origens da tradição do Tantra no Oriente.

 

E, diante desse conhecimento, como podemos aproveitar melhor uma leitura de Tarô? Se partimos da premissa tântrica de que todo o universo ao nosso redor se apresenta como reflexo do direcionamento de nossa energia vital e se tivermos o tarô como ferramenta para identificar essa energia, então concluímos que o que se apresenta em uma leitura é um mapa de nosso inconsciente. Cabe a nós então aplicarmos o mesmo conceito para trabalharmos o nosso nível energético, buscando a ampliação de nossa consciência e, assim, nos tomarmos agentes ativos de nosso próprio destino.

 

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