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Categoria : Tantra

O Tarot de Thoth: Astrologia, Cabala e Tantra traduzidos em símbolos

Idealizado pelo ocultista inglês Aleister Crowley e ilustrado pela artista plástica Frieda Harris, o Tarot d Thoth é um dos mais ricos conjuntos de cartas utilizados para fins divinatórios e de autoconhecimento.  Seus Arcanos trazem correspondências astrológicas e conectam o Tarot com a Cabala Hermética.

Com forte carga erótica e sexual em meio às suas belas imagens, o Tarot de Thoth reflete o simbolismo de Thelema, o sistema mágico criado por Crowley. Suas cartas retratam diferentes estágios da consciência, fazendo referências às práticas de Magia Sexual, o nome pelo qual grande parte das técnicas tântricas ficaram conhecidas quando passaram a ser estudadas pelos ocultistas no Ocidente.

Apesar de ainda ser objeto de controvérsia, é indubitável a contribuição de Crowley aos estudos do chamado Caminho da Mão Esquerda do Tantra.

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O Arcano “O Universo” do Tarot de Thoth

21ª Erotika Fair

Esse é o Tarot que utilizo em todas as minhas consultas e não foi diferente durante a minha participação na 21ª Erotika Fair. O Diário do Centro do Mundo e a sua colunista/blogueira Lasciva estiveram por lá e puderam conferir. Link original para a matéria de cobertura do evento aqui!

Ou então, veja abaixo a reprodução do trecho que fala sobre a leitura de Tarot que ofereci aos visitantes do “Espaço Celebridades”, da Loja do Prazer, onde estive presente  nos quatro dias de feira:

“Tarô erótico

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A astróloga e taróloga Virginia Gaia, que está junto comigo no Espaço Celebridades da Loja do Prazer, usa um baralho de tarô super diferente, com cartas que usam simbologia da sexualidade baseada no Tantra. Ela leu o meu futuro amoroso com a minha atual paixão – mas disse que não parece promissor, humpf!”

Sexo Tântrico: muito além da vulgar “massagem tântrica”

Basta pronunciarmos a palavra “Tantra” no ocidente para imediatamente vermos pessoas se dividindo em dois grupos radicalmente distintos. De um lado, praticantes de yoga e seguidores de vertentes esotéricas que exploram, de forma exclusivamente meditativa e filosófica, ensinamentos presentes nas escrituras que são a origem de todas as vertentes tântricas. Para estes, muitas vezes, a exploração de técnicas sexuais é revestida de diversos tabus, apesar do sexo ser parte inerente ao Tantra desde a sua fundação.

Por sua vez, podemos observar uma outra ala radicalmente oposta. É o grupo daqueles que, utilizando a fórmula consagrada na publicidade de que sexo vende qualquer coisa, criaram uma série de serviços sexuais empacotados em nomes bem comercais. Assim nasceram termos como “massagem tântrica”, “terapia tântrica” e um sem numero de serviços prestados por terceiros que entram na intimidade das pessoas quase como que masturbadores profissionais. Tais práticas muito pouco ou quase nada mantém da essência do Tantra. Aliás, diga-se de passagem que o termo “massagem tântrica” é um neologismo. Tântricos estão muito longe de serem meros e vulgares “massagistas”, até porque o que se vende em sessões de “massagem tântrica” não chega a 5% do que o Tantra oferece.

O Tantra explora os cinco sentidos e envolve diversas técnicas corporais

O Tantra explora os cinco sentidos e envolve diversas técnicas corporais

Mas então, o que seria o Tantra? E como praticá-lo? Bem, a resposta para resgatar o Tantra e todos os seus benefícios une um pouco do que pregam os dois grupos mencionados acima, mas com uma abordagem bem diferente. Sim, o Tantra é filosófico e é esotérico. E conhecer essas bases fará com que o aspirante possa entender os mecanismos das técnicas que aprimoram o prazer para incorporá-las na sua intimidade, sem fórmulas prontas e de acordo com as suas preferências.  Mas para isso, será necessário admitir que o Tantra é também a exploração do sexo e da sexualidade como meio para experimentação de estados alterados de consciência, o que inclui técnicas meditativas, mas não se resume a isso.

Ao praticar o Tantra, o aspirante deve quebrar tabus em relação a temas como masturbação e o toque erótico em diversas partes do corpo. Mas é também importante ter em mente que essa estimulação é apenas uma ínfima parte do que o Tantra oferece, especialmente se for aplicada por terceiros. Aliás, cabe ressaltar que ao contratar alguém para que estimule o seu corpo, o aspirante está na realidade caminhando no sentido oposto ao Tantra. Afinal, por que delegar a exploração do sexo e da sexualidade a um prestador de serviços?  Seria então o estudo pessoal da anatomia e das técnicas tântricas para aplicação na própria intimidade mais um tabu?

Questione, duvide, busque informação. E não caia na besteira de resumir o Tantra a uma mera “massagem”. Pense que o caminho tântrico envolve explorar tantricamente um imenso universo que inclui fantasias sexuais diversas, fetiches, sexo oral, sexo anal e tudo mais que a sua imaginação permitir. E o melhor: sem a contratação de terceiros e com a base de técnicas consagradas e milenares. Afinal, no Tantra, assim como em qualquer coisa na vida, tudo começa com o  conhecimento!

Namastê!

Chakras: a base dos estudos de anatomia no Tantra

Na base de todas as técnicas tântricas para expansão da consciência, o que inclui o uso do sexo e da sexualidade, está o estudo dos Chakras, os centros de energia tântricos que se distribuem pelo corpo. Segundo as escrituras denominadas “Tantras”, que deram origem ao termo Tantra, o fluxo nesses centros de energia precisa ser constante.

Virginia Gaia Tantra

Os chakras distribuídos ao longo o corpo e da coluna vertebral 

Distribuídos ao longo do corpo e da coluna vertebral, os chakras formam um sistema complexo no qual circula a Kundalini, a energia vital tântrica. Para o Tantra, a energia vital de todas as pessoas tem fundo sexual. Embora sob abordagem esotérica, em ultima instância, o que o Tantra descreve é muito semelhante ao que a psicanálise chama de libido.

A grande diferença da abordagem tântrica em relação à abordagem psicanalítica é que a primeira tem uma abordagem mais mística e integral, colocando o homem mais próximo da natureza, com o intuito de buscar a origem do universo. Mas engana-se quem pensa que o Tantra é uma doutrina religiosa e dogmática, muito pelo contrário.

O Tantra é uma prática pagã e não está atrelado a nenhuma religião. Nele, o aspirante deve buscar o autoconhecimento e pode escolher entre duas vertentes: o caminho da mão esquerda (Vama Marga), que não prega a existência de um deus externo à consciência e à própria natureza, ou o caminho da mão direita (Dakshina Marga), que tem um caráter mais devocional.

 

 

 

Verdades e Mentiras sobre Tantra e Sexo Tântrico

Se olharmos para a época dos primeiros registros históricos do conjunto de práticas pagãs descritas nas escrituras denominadas “Tantras” – de onde deriva o nome “Tantra” e a expressão “Sexo Tântrico” – até o os dias de hoje, muito tempo se passou. Desde então, diversos serviços (muitos deles um tanto equivocados) surgiram ao acrescentar o adjetivo “tântrico” a um sem número de atividades.

“Massagem Tântrica”, “Terapia Tântrica”, “Iniciação Tântrica” e por aí vai. Parece que para cada coisa que soa inatingível ou frustrante no campo da sexualidade humana foi criada uma solução “tântrica”. O resultado disso é que muita gente ainda acha que para praticar o Tantra o aspirante precisa adquirir serviços – massagens ou supostas “iniciações” – prestados por terceiros, o que não é verdade.

curso de tantra

Tantra: técnicas milenares podem ser vividas na intimidade do casal

É claro que o Tantra requer técnica. E também é bem verdadeiro que as técnicas sexuais tântricas realmente aprimoram a experiência de prazer durante o ato sexual. Mas o que não se faz necessária é a terceirização profissional ou contratação de serviços que, na realidade, não passam de distorções que pouco ou nada mantém do que é retratado nas escrituras tântricas.

Com uma base de conhecimento e um pouco de treino, é possível viver o Tantra dentro do universo de cada indivíduo e também na vida sexual do casal, com práticas diversas que são realmente muito prazerosas. Essa abordagem não é somente possível, como leva o sexo tântrico para onde ele sempre esteve desde a Antiguidade: a intimidade.

Outra coisa importante para se considerar quando pensamos em Tantra são suas raízes filosóficas. Aliás, diga-se de passagem, que o misticismo tântrico é bem peculiar e que, em suas diversas vertentes, é possível encontrar abordagens compatíveis até aos mais céticos.  Dentre as diversas correntes e caminhos tântricos, há vertentes que falam de um “encontro com o divino”, mas também há aquelas que não pregam a existência de um deus externo à consciência do praticante, se aproximando muito da abordagem da psicologia para o tema da sexualidade.

Isso porque, de todos os temas abordados nas escrituras tântricas, somente 7% tratam de técnicas corporais com fundo sexual. Os demais 93% abordam assuntos diversos que derivam da aplicação de um pressuposto tântrico básico: o de que a nossa energia vital tem fundo sexual. Aliás, esse é um dos pontos que comprova o quanto o Tantra, apesar de tão antigo, ainda é válido para os dias atuais.

Não podemos ignorar que esse sistema, criado há quase cinco mil anos, pregava no oriente o que só se passou a aceitar no ocidente há pouco mais de cem anos com a psicanálise. Enquanto o Tantra retrata a “Kundalini” como a chama vital humana, Sigmund Freud conceituou a “Libido”.

E isso explica a grande dificuldade que ainda temos no ocidente para incorporar o Tantra em nossa intimidade, sem terceiros, mas buscando informação e conhecimento para incorporá-lo em nossa vida sexual. A repressão a que fomos submetidos nos distanciou do uso do prazer como forma de expansão da consciência, colocando o sexo e a sexualidade em um local inacessível, obscuro e cheio de tabus.

E daí é que podemos tirar proveito de outro princípio tântrico básico que é a quebra de tabus. Esqueça aquela história de que aprender técnicas tântricas para usar a sós ou com o parceiro é algo distante, busque informação e coloque em prática o quanto antes. Porque sempre é hora para o despertar de uma nova consciência!

 

VIDEO: Entrevista para programa Lelah Monteiro

A sexóloga e fisioterapeuta Lelah Monteiro abordou temas como Tantra, práticas sexuais da Antiguidade e a relação entre misticismo e sexualidade em seu programa semanal exibido pela JustTV. Eis a entrevista da especialista Virgínia Gaia:

Tantra e Pompoarismo: da Antiguidade para o dia-a-dia da mulher moderna

tantra e pompoarismo

Durga, uma das manifestações femininas da mulher tântrica. Montada em um tigre, ela mostra sua força

Vivemos hoje em um mundo paradoxal. Temos alta tecnologia, a ciência que a cada dia nos beneficia com novas descobertas e uma rede virtual que democratizou a informação sobre temas que até a bem pouco tempo atrás eram censurados. Mas, por outro lado, quando o tema é sexualidade feminina, ainda estamos longe do que algumas antigas civilizações alcançaram com estudos e práticas relativamente simples, mas que fazem toda a diferença na vida da mulher. As práticas do Tantra e do Pomporaismo são a prova disso.

Pouca gente sabe, mas essas artes milenares tem uma origem comum. Os exercícios do Pompoarismo aparecem detalhadamente registrados, pela primeira vez, em meio às escrituras denominadas “Tantras”.  Foi a partir dessas escrituras, encontradas na região que circunda a Cordilheira do Himalaya, que também se originaram o conjunto de práticas a que se deu no nome de Tantra. De natureza genuinamente pagã, o Tantra reflete uma sociedade matriarcal, já que descrevia a mulher como Shakti, a iniciadora tântrica de sua contraparte masculina.

Dentre os grupos seguidores do Tantra que habitavam essa região na Antiguidade, os movimentos do Pompoarismo eram uma rotina na vida das mulheres, muitas vezes ensinados de mãe para filha, como preparação para sua futura vida sexual. Isso porque, dentro do Tantra, o sexo é visto como um meio para a experimentação de estados alterados de consciência e, portanto, deve ser vivido em sua plenitude. O fluxo da energia sexual permite ativar a Kundalini, a energia vital tântrica que conduz à plena consciência ou à Iluminação.

Com o passar do tempo, as constantes guerras e as invasões territoriais, os grupos tântricos foram se ramificando em diversas subdivisões. Esses fatos geraram um sem número de adaptações das práticas tântricas e, com isso, muito conhecimento acabou se perdendo ou sendo fragmentado. E assim aconteceu com o Pompoarismo que foi, aos poucos, se dissociando de suas raízes filosóficas e sendo mais explorado em separado, graças aos seus benefícios aos músculos circunvaginais. Tais exercícios tornaram-se populares na Tailândia, onde até hoje são largamente praticados.

No ocidente, o grande responsável por resgatar essas técnicas milenares para exercitar os músculos do assoalho pélvico foi o ginecologista americano Arnold Kegel. Com bases em estudos e metodologia científica, Kegel conseguiu comprovar a efetividade dos exercícios que fez questão de catalogar. E o que ele descobriu foi que os exercícios do Pompoarimso são úteis não somente para incrementar o prazer feminino, mas também para tratar um mal que ainda atormenta muitas mulheres: a incontinência urinária.

E daí é que nos deparamos com uma questão ainda intrigante. Parece incrível que em uma sociedade tão avançada como nossa, ainda tenhamos muitas mulheres privadas desse conhecimento milenar tão essencial à saúde feminina.  Por questões culturais, deixamos de educar as mulheres para que conhecessem seu próprio corpo.

Mas, por sorte, esse cenário já dá sinais de mudança. E, assim, tem se tornado cada vez maior o número de mulheres que buscam informação e têm acesso a essas técnicas tão antigas, mas com o poder de transformar a vida da mulher moderna!

 

A mulher no Tantra

tantra mulher Ao olhamos para o tema da sexualidade feminina nos últimos anos, não há duvidas de que evoluímos muito. Desde os primeiros movimentos feministas e da criação da pílula anticoncepcional até os dias atuais, muita coisa mudou. E mudou para melhor. Mas mesmo com toda essa abertura, ainda estamos bem longe do culto à feminilidade que pautou boa parte dos cultos pagãos da Antiguidade. E, nesse contexto, está a origem do Tantra.

Os primeiros registros históricos sobre as práticas que compõem o Tantra datam de cerca de 3 mil a.C.  A partir do conjunto de escrituras denominadas “Tantras”, encontradas na região que circunda a Cordilheira do Himalaya, desenvolveu-se todo um sistema de crenças que pregava que o caminho para a iluminação se dava pela experimentação de estados alterados de consciência. Nessa época, uma sociedade de características matriarcais venerava a fertilidade da natureza e reverenciava os mistérios femininos.

No Tantra, a mulher é a representação da Shakti, o princípio feminino do universo que dá vida ao seu oposto complementar masculino, representado por diferentes deidades, dentre eles o deus Shiva. Segundo as escrituras tântricas “Shiva sem Shakti é Shava”, sendo que a palavra “Shava,” em sânscrito (o idioma original dos Tantras), significa “cadáver”.

A Shakti representa a força inexplicável da natureza que dá vida e, ao mesmo tempo, com seus ciclos, suscita um ar de mistério e também – por que não? – sedução. No Tantra, ao invés da repressão da sexualidade feminina como se observa em muitas religiões monoteístas, a mulher é estimulada ao autoconhecimento e à investigação de seu próprio corpo.  Para os tântricos, a expansão da consciência depende do despertar da Kundalini, a energia vital tântrica, sendo que o feminino é o veículo para elevar essa carga energética a níveis mais elevados. O despertar da Kundalini desenvolverá uma maior capacidade de amar, no mais amplo sentido da palavra “Amor”.

No Tantra, a mulher encontra um caminho para explorar sua própria sexualidade, de forma saudável e sem tabus. Aliás, dentro da filosofia tântrica, a quebra de tabus – pessoais e sociais – é considerada uma das bases para se adentrar nos misteriosos domínios da polaridade feminina do universo. Assim, a mulher tântrica é convidada a seduzir e experimentar diferentes formas de prazer, como meio para ampliar sua autoconsciência.

Nesse sentido, o Tantra encontra no atual contexto histórico uma grande oportunidade de resgate em sua essência, na medida em que a mulher ganha um novo papel na sociedade moderna. Embora ainda exista muito desconhecimento e muitas distorções sobre o real significado do Tantra para a sexualidade, uma coisa é certa: o sexo tântrico passa, necessariamente, pela exaltação e total respeito à feminilidade.

A Shakti é a iniciadora tântrica de sua contraparte masculina e isso acontece, inclusive, no nível individual, já que todos os indivíduos possuem as polaridades do masculino e do feminino dentro de si. Mesmo para o homem que queira explorar as práticas tântricas, cabe a ele a adoção de uma postura de aceitação e exaltação à sexualidade feminina.

E, assim, o Tantra convida a mulher moderna a buscar autoconhecimento. Para isso, dispõe de uma base filosófica bastante flexível, além de práticas meditativas, rituais e, sobretudo, corporais, o que inclui algumas técnicas para serem utilizadas durante o ato sexual. Além de ampliarem a experiência de prazer, tais técnicas visam, acima de qualquer coisa, a expansão da consciência. Isso porque, em última instância, a mulher tântrica é consciente da necessidade de uma sexualidade livre de amarras para que se tenha uma vida mais prazerosa e com mais amor.

O Despertar Tântrico

tantra sexo tântrico

O casal tântrico Shiva e Shakti

A palavra Tantra gera um fenômeno curioso. Quase todos já ouviram falar nesse termo, mas raras são as pessoas que conseguem defini-lo. Para intensificar essa confusão, há ainda um agravante. Por se tratar de um tema relacionado à sexualidade, o Tantra sofre com o preconceito, tornando essa prática quase que um tabu para muita gente.

Sob esse contexto de desconhecimento, a prática do Tantra ganhou diversas roupagens e, infelizmente, muitas distorções. Há quem ofereça serviços diversos ou supostas iniciações usando a palavra Tantra como mera ferramenta de marketing, já que ela imediatamente remete a idéia de êxtase sexual. Só que na maior parte das vezes, essas atividades estão muito longe do que o Tantra realmente significa e do que os povos tântricos da antiguidade praticavam.

Mas, afinal, o que é Tantra? A palavra Tantra deriva de um conjunto de escrituras encontradas na região da Cordilheira do Himalaya. Os primeiros registros de técnicas tântricas – também conhecidas como Magia Sexual no ocidente – são anteriores a 3 mil a.C.  E do que tratam esses textos? O Tantra une filosofia e estudos avançados de anatomia em um sistema de práticas meditativas, rituais e, sobretudo, corporais. E nesse sistema de práticas, o tema da sexualidade é tratado abertamente, com técnicas que efetivamente aprimoram a experiência de prazer durante o ato sexual.

A combinação desses elementos filosóficos com as técnicas corporais produz o que os tântricos chamam de “estados alterados de consciência”, que constituem uma importante ferramenta para ampliar a nossa autoconsciência. Assim, o que o Tantra visa ao estimular o sexo mais prazeroso significa, em última instância, uma relação mais saudável de cada indivíduo com sua própria sexualidade, no mais amplo sentido dessa palavra.

Entretanto, muitas pessoas ainda se questionam se seria possível incorporar essas práticas tântricas tão antigas às rotinas que temos em nosso mundo contemporâneo. E a resposta é SIM, qualquer pessoa pode praticar tantra, independente de suas crenças, preferências sexuais ou status de relacionamento. Apesar de algumas religiões orientais terem incorporado elementos tântricos, o Tantra em si é uma prática essencialmente e primordialmente pagã – ou seja, ele não está relacionado a nenhuma religião ou crença específica – e, uma vez conhecidas as suas bases anatômicas e filosóficas, é possível adaptá-lo às preferências de cada um.

E isso tudo se torna ainda mais importante quando abordamos a sexualidade feminina. No Tantra, a mulher é chamada de Shakti e tem papel fundamental nas práticas tântricas. A Shakti é consciente da importância do prazer no ato sexual, tem domínio do próprio corpo e, a partir daí, é a iniciadora tântrica do homem. Assim, ao estudar o Tantra, tomamos contato com um conhecimento milenar que é anterior a uma era que reprimiu a sexualidade feminina e que, felizmente, começa dar sinais de mudança.

Assim, vemos que o Tantra nunca esteve tão atual. E por que não tirar proveito do conhecimento e das técnicas utilizadas pelos nossos antepassados para vivermos uma sexualidade plena e livre de amarras? Está ao alcance de todos nós!

Palestra sobre Tantra

Em clima de romantismo e com temática inspirada pela história de Don Juan, o Madame Freak de Junho de 2013 foi especialmente dedicado ao Dia dos Namorados. Estive no evento ministrando a palestra “Tantra: filosofia e sexualidade”, para devendar os fundamentos dessa arte milenar.

VIDEO: Palestra sobre Tantra

Trecho da palestra “Tantra: filosofia e sexualidade”, que ocorreu na edição especial de Dia dos Namorados do evento de moda alternativa Madame Freak.