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Categoria : Mapa Astral

Júpiter em Escorpião: outubro de 2017 a novembro de 2018

Jupiter em Escorpião Astrologia Virginia Gaia

Júpiter, o grande expansor da Astrologia, ingressou nas águas profundas de Escorpião. Ao longo desses treze meses de trânsito pelo signo da transformação, veremos o crescimento do interesse em todos os temas tipicamente escorpianos: magia, ocultismo, sexualidade e temas tabu. É hora de repensarmos a maneira que compartilhamos com os outros, sabendo lidar com as emoções mais profundas.

Entre tantas coisas que ficam em destaque com esse trânsito, uma delas é, sem dúvida, a nossa relação com um tema que, por si só, é cheio de mistérios: o poder. Isso porque Júpiter simboliza especialmente a imagem de autoridade, seja ela religiosa, acadêmica ou moral. Em Escorpião, um signo que fala especialmente de domínio de forças ocultas, Júpiter mostrará que a real força deriva da capacidade de transformar emoções negativas em algo que propicie crescimento pessoal. É por isso, aliás, que esse cenário astrológico tocará tanto no tema do autoconhecimento.

Como regente da justiça, Júpiter também fala do universo das leis. Em Escorpião, certamente reforçará o desejo de mudança e a sede por uma sociedade mais justa, favorecendo líderes políticos cuja imagem esteja associada à ideia de uma completa transformação.

Na esfera íntima, podemos esperar nesse período um aumento ainda maior do debate sobre questões de gênero e sexualidade. Com o regente das ideologias transitando pelo signo mais sexual do zodíaco, é hora de romper com preconceitos. Quem sabe conseguimos aumentar a consciência das pessoas sobre a relação entre espiritualidade, inconsciente e sexualidade? Só depende do quanto cada um conseguir mergulhar, com sabedoria, em si mesmo!

No plano individual, cada um tem uma área do mapa natal que é regida pelo signo de Escorpião e que ficará em evidência com a visita do planeta Júpiter. Para uma análise completa e detalhada, faça o seu mapa astral. Informações sobre atendimentos, você encontra neste link aqui!

Seja bem-vindo, Júpiter, às águas de Escorpião!

Júpiter em Libra

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A partir desta sexta-feira, dia 9 de setembro, o planeta Jupiter ingressa no signo de Libra, onde ficará até outubro de 2017. Depois de passar mais de um ano navegando pelo signo de Virgem, pedindo atenção aos temas do cotidiano e aos detalhes, o grande expansor da Astrologia entra no signo do equilíbrio, da justiça e dos relacionamentos.

Em sua passagem por Libra, Jupiter reforça o senso de justiça e as aspirações por mais igualdade na sociedade. Pede que saibamos ouvir melhor os diferentes lados de uma mesma história, exalta a necessidade de ponderação e leva foco para todas as relações sociais. Aliás, nessa passagem por Libra, o planeta que é naturalmente sábio e filosófico, também pede mais atenção à forma como lidamos com os outros. É o momento de observarmos e cultivarmos a diplomacia.

Então, vamos procurar estudar e entender mais o outro nesse momento em que a sociedade assiste o crescimento de tanto extremismo. Como grande sábio, Júpiter também sabe ser generoso e, assim, pede também que saibamos atuar com compaixão em todas os nossos relacionamentos. Cultive a tolerância!

Como multiplicador natural da Astrologia, a entrada de Jupiter no signo dos relacionamentos também exalta as diversas possibilidades e formas de amar. É o momento de percebermos que a arte de relacionar-se é a arte da troca em condição de igualdade. Afinal, não existe nada mais democrático que o amor!

No plano pessoal, cada um tem uma área do mapa natal que é regida pelo signo de Libra e que ficará e evidência no próximo ano, recebendo a visita do planeta Júpiter. Para uma análise completa e detalhada, faça o seu mapa astrológico. Informações sobre atendimentos, você encontra nesse link aqui!

Seja bem vindo, Júpiter, ao signo de Libra!

 

 

Programa A Tarde É Show com Nani Venâncio

Virgínia é astróloga e taróloga do programa A Tarde É Show, com a apresentadora Nani Venâncio, na Rede Brasil de Televisão (www.rbtv.com.br). Todas as segundas feiras, à partir das 16h30, você pode acompanhar, ao vivo, o horóscopo da semana para os 12 signos!

astróloga e taróloga do programa A Tarde É Show com Nani Venâncio na Rede Brasil de Televisão Horóscopo semanal

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Entrevista sobre Astrologia

Fui convidada pelo colunista social Daniel Filho para falar sobre astrologia em seu blog. Nessa conversa explico bastante sobre horóscopo, signos, mapa astral e muito mais.

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Confira a entrevista na íntegra, clicando aqui!

Entrevista sobre Astrologia, Tarô e Tantra

Estou no blog do colunista social Daniel Oliveira contando um um pouco sobre o meu trabalho e a minha trajetória como Astróloga, Taróloga e Especialista em Tantra. Além de falar das bases filosóficas do Vama Marga Tantra e sua relação com técnicas esotéricas e holísticas, também contei um pouco sobre a minha participação na 21ª Erotika Fair e a aproximação do Caminho da Mão Esquerda  Tântrico junto ao mercado erótico e sensual.

Virginia Gaia Astrologa Tarologa e Especialista em Tantra

Para conferir a entrevista na íntegra, basta acessar ir a este link aqui!

Artigo: “A Astrologia como ferramenta de Individuação ou Iluminação Tântrica” no jornal O Legado

Neste mês de Agosto, o jornal O Legado traz mais um atigo de minha autoria.  O tema é o de como que a Astrologia pode ser uma ferramenta para a Iluminação ou, em outras palavras, para o processo de Individuação conforme definiu o psicoterapeuta Carl Jung.  O jornal O Legado é especializado no segmento holístico e um dos principais meios de comunicação para interessados no tema. Segue abaixo o texto na íntegra:

A Astrologia como ferramenta de Individuação ou Iluminação Tântrica

Nas tradições ligadas ao ocultismo, as vertentes relacionadas ao Vama Marga Tantra – o chamado Caminho da Mão Esquerda Tântrico – dão ênfase à descoberta da essência divina individual que se sobrepõe ao ego. Esse estágio de Iluminação, ou o Nirvana, aparece com diversos nomes nas variadas correntes tântricas o que, em última instância, pode ser comparado ao que o psicoterapeuta Carl Jung definiu como o processo de Individuação.

Jung era um confesso admirador da Astrologia e chegou a afirmar que “a Psicologia deve reconhecer a Astrologia, já que esta representa a súmula de todo o conhecimento psicológico da Antiguidade”. De acordo com o psicoterapeuta suíço, com o Processo de Individuação, o sujeito experimenta um autoconhecimento profundo, integrando não somente as sombras de seu Inconsciente Pessoal, como acessando o que chamou de Inconsciente Coletivo.

Em outra corrente de pensamento – paralela, porém longe de ser contraditória – os ocultistas adeptos do Vama Marga Tantra trabalham com o conceito de aniquilação do ego com o uso de meditações, rituais mágicos e ferramentas das chamadas Ciências Herméticas. Nessas tradições, o autoconhecimento vem por outras vias que não a da relação clássica definida pelo precursor da Psicanálise, Sigmund Freud, como processo terapêutico de cura pela palavra.

O Tantra é experiencial e místico e, nele, a Astrologia tem o papel de ajudar o ser tântrico a encontrar a sua essência individual. Aleister Crowley, o controverso ocultista inglês e talvez um dos mais populares propagadores do Caminho da Mão Esquerda Tântrico no Ocidente, costumava recomendar os estudos astrológicos como ferramenta para que o aspirante à Iluminação pudesse acessar mais facilmente o que ele definiu como Verdadeira Vontade. No sistema mágico criado por Crowley, a Verdadeira Vontade seria a essência máxima do indivíduo, uma autoconsciência profunda que o permitiria realizar-se magicamente no mundo.

A fascinação de Crowley pela Astrologia como ferramenta de autoconhecimento tântrico foi tão intensa que o fez desenvolver um dos maiores estudos sobre as correspondências entre posicionamentos astrológicos, a Cabala Hermética e a simbologia da Magia Sexual. A obra, denominada “777 and Other Qabalistic Writings” (ou “777 e Outros Escritos Cabalísticos”, na tradução livre ao Português), é considerada um dos mais completos estudos do ocultismo Ocidental. Tudo isso, claro, sem mencionar sua amizade próxima com o escritor português Fernando Pessoa, que além de suas magníficas obras literárias, também presenteou ao mundo com seu talento como astrólogo.

Nesse processo de autoconhecimento profundo, seja pela Individuação como conceituada na Psicologia ou pela Iluminação Tântrica, a Astrologia torna-se um recurso valioso no caminho para que o indivíduo consiga se libertar de fatores inconscientes condicionantes. Por meio da leitura do mapa astrológico natal e de suas previsões, pode-se identificar estados mentais aos quais o indivíduo estará sujeito, dando-se a orientação para que este possa fazer escolhas melhores, mais conscientes e em harmonia com sua essência.

Ou seja, em última instância, na visão ocultista do Caminho da Mão Esquerda Tântrico, a Astrologia daria ao mago mais recursos para este acessar a sua Verdadeira Vontade e seguir seu caminho em consonância com o seu Inconsciente. E a isso podemos também dar a nome de Processo de Individuação.

Mas seria a Individuação ou o conhecimento da Verdadeira Vontade algo semelhante à Iluminação? Se considerarmos a Iluminação como um processo de desenvolvimento de uma supraconsciência que permite o máximo controle mental, ao mesmo tempo em que acessa as dimensões mais sutis da existência, a resposta é sim.

É claro que existem diversos meios para a busca da Iluminação. A prática do Yoga, as diversas terapias alternativas, o estudo da filosofia, a meditação… São muitos os recursos e caminhos possíveis. Mas uma coisa é indubitável: conhece a si mesmo quem sabe reconhecer na prática o princípio hermético de que “o que está em cima é como o que está embaixo”. E nisso, a Astrologia e suas aplicações práticas são a prova indubitável da conexão do homem com sua divindade.

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Artigo: “Tantra, Magia Sexual ou Psicologia?” no Jornal O Legado

Estou na edição de julho do jornal O Legado com um artigo falando das relações e conexões que existem entre os termos Tantra, Magia Sexual e as raízes da Psicologia. Especializado no segmento holístico, o jornal tem circulação gratuita em diversos pontos ligados às práticas holísticas em São Paulo. Segue abaixo o texto na íntegra:

Tantra, Magia Sexual ou Psicologia?

Ao longo da história da humanidade, o uso da sexualidade como meio para expansão da consciência já recebeu diversos nomes. Das tradições tântricas da Antiguidade à difusão da Magia Sexual no ocidente, passando pelo advento da psicanálise e posterior evolução para a psicologia analítica de Carl Jung, podemos encontrar um conceito comum: o de que a energia sexual é o alimento da psique individual. Isso é o fundamento básico do Tantra, é o principal pilar do que se entende por Magia Sexual e também é o ponto de partida da psicanálise.

Hoje, em virtude da banalização que o termo “tântrico” sofreu ao ser aplicado de forma grosseira em qualquer coisa de fundo sexual, pode parecer difícil entender, mas o Tantra está muito mais próximo das técnicas holísticas e da psicologia moderna do que de práticas estritamente sexuais. E no que tange o Vama Marga Tantra, o chamado Caminho da Mão Esquerda tântrico, não podemos esquecer os estudos ocultistas que visam aplicar o uso de oráculos e posicionamentos astrológicos como recursos para melhor direcionamento da energia vital individual que, em última instância, é sexual.

Mas, qual seria o fio condutor que une esses diferentes ramos do conhecimento humano? Para utilizar uma referência mais próxima, partamos da psicanálise. A disciplina criada por Sigmund Freud prega que a energia vital humana tem fundo sexual, em um conceito que ele nomeou de Libido. Segundo o pai da psicanálise, impulsos sexuais mal resolvidos podem resultar em distúrbios comportamentais e neuroses diversas pelo seu mau direcionamento. E esses bloqueios emocionais e psicológicos o indivíduo experimenta não somente na sua sexualidade, como também em todas as áreas de sua vida.

Discípulo de Freud, o psicoterapeuta Carl Jung expandiu o conceito de inconsciente freudiando e fundamentou o que chamou de sombra, o lado mais animalesco da personalidade humana. Aliás, é interessante saber que Jung estudou o Tantra profundamente e até apresentou um seminário inteiro dedicado ao estudo da filosofia tântrica, em 1932, denominado a “A Psicologia da Kundalini Yoga”. E é a partir dessa perspectiva que podemos entender o que de fato significa essa filosofia oriental que coloca a energia sexual como energia vital.

Muito antes do advento da psicanálise, há mais de cinco mil anos, um conjunto de escrituras encontradas na região do Himalaia, denominadas “Tantras”, pregava que a energia vibracional humana é sexual. Chamada de Kundalini, essa energia é descrita simbolicamente como uma serpente adormecida na base da coluna e é responsável por nutrir diversos pontos (sete ao todo) que se estendem ao longo do corpo até a cabeça, denominados Chakras. Para o Tantra, estar bem com a própria sexualidade é condição primordial para a saúde física, emocional e espiritual do indivíduo.

Com foco holístico, as práticas tântricas fazem intenso uso de ritos e símbolos, além de utilizarem recursos oraculares e astrológicos. Partem da sexualidade e da energia sexual de forma geral – e não somente do sexo em si – para desenvolver o autoconhecimento individual. Ao chegar no Ocidente por meio de Ordens Secretas e Iniciáticas, o Tantra passou a integrar os estudos do que se habituou a chamar de Magia Sexual, junto a outras práticas mágicas e sexuais ocidentais da Antiguidade.

“Magia é a ciência e a arte de causar mudanças de acordo com a vontade”, essa é a definição dada pelo controverso ocultista Aleister Crowley, um dos mais conhecidos – porém não único – difusores das práticas sexuais tântricas no Ocidente. Aqui, nesta definição, fica claro que o conceito de Magia vai muito além da materialização de coisas mundanas. Magia é a arte de modificar a realidade a partir do que Crowley chamou de “Verdadeira Vontade” do indivíduo, ou seja, a sua essência, que só terá luz a partir do momento em que este conseguir olhar para a própria sombra, como bem indicou Jung.

Assim, podemos concluir que o Tantra ou a Magia Sexual – independente da nomenclatura empregada – representa muito mais um caminho filosófico e psíquico do que um mero roteiro de práticas sexuais para incrementar o prazer. Pois, segundo estes, a chave para a evolução humana a caminho da Iluminação começa de dentro para fora, com um mergulho no inconsciente como propõe e Psicologia. Afinal, a Magia começa a acontecer a partir do autoconhecimento e não o contrário.

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O céu agitado do mês de julho

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O mês de julho deve funcionar quase que como uma segunda celebração de ano novo em 2014. Não, não é somente pelo fato de que a Copa do Mundo vai acabar no próximo dia  13 de julho, mas por conta de diversas movimentações astrológicas importantes, dentre elas, a entrada de Júpiter no signo de Leão e a retomada de Saturno ao seu movimento direto. Confira a agenda de efemérides astrológicas e suas decorrências ao longo do mês:

1° de julho – O planeta Mercúrio, que estava em retrógrado desde o dia 7 de junho, volta ao seu movimento direto, facilitando os temas relacionados à comunicação e às providências e pequenos detalhes do dia a dia.  Nessa temporada retrógrada, Mercúrio fez com que revíssemos a maneira como falamos das emoções, enquanto esteve no signo de Câncer, e também como nos expressamos e aplicamos nosso pensamento, já que também passou por Gêmeos, signo do qual, aliás, é regente. A notícia é benéfica para todos, mas tem especial impacto aos nativos de Virgem e Gêmeos e também aos que tem Ascendente nesses signos.

13 de julho  – Mercúrio ingressa no signo de Câncer, agora em movimento direto, para ficar até o final do mês. Ótimo momento para falar sobre emoções e afeto ou, ainda, levar palavras de apoio para quem precisa!

16 de julho – Júpiter deixa o signo de Câncer e entra em Leão, onde deve ficar até agosto de 2015. Nesse período, Júpiter em Leão vai levar sua natureza de expansão para o signo do prazer e da expressão pessoal. Um ótimo momento para cuidarmos de nós mesmos, tomando a precaução somente para não pesar demais na busca pela individualidade e não transformar essa energia em individualismo exacerbado.  Período propício também para evidenciar o estilo de liderança que há em cada um de nós, além de ser uma ótima notícia para nativos de Leão. Para quem sabe qual a casa do mapa astrológico natal que é regida por Leão, dá para verificar em qual área da vida que esse aspecto de expansão deve ficar mais evidente. Para quem não sabe, vale consultar um astrólogo!

18 de julho – Vênus entra em Câncer, onde fica até 12 de agosto, deixando o ambiente propício para relacionamentos ainda mais emotivos e cheios de afeto. Só cuidado com o drama! Período de extremo romantismo e até de um certo ar de nostalgia.

20 de julho – Saturno, o regente dos ciclos de tempo e o grande transformador da Astrologia, retoma o seu movimento direto. Retrógrado desde março deste ano, Saturno está fazendo uma faxina geral nos temas mais profundos e inconscientes de nossa psique em sua passagem pelo denso signo de Escorpião. Da mesma forma que com a movimentação de Júpiter, vale checar em qual casa de nosso mapa natal que essa movimentação acontece e quais aspectos que ela faz, pois o local no qual ocorre essa mudança de direção desencadeia mudanças substanciais nos temas regidos pela casa astrológica em questão.

21 de julho – O  inovador e irreverente Urano dá inicío ao seu movimento retrógrado no signo de Áries, pedindo revisão na forma como inovamos e começamos os empreendimentos em nossa vida. Esse período de trânsito de Urano em Áries, fazendo boa parte do tempo um quadrado com Plutão em Capricórnio, já está ativando mudanças para todo mundo, mas vale também checar em que ponto ele cai no mapa natal para saber a área da vida pessoal de cada indivíduo que será afetada e se há mais algum detalhe envolvido.

26 de julho – Marte, o planeta da ação e da energia sexual, entra em Escorpião, signo das transformações profundas, do inconsciente e da sexualidade. Considerado o ativador da Astrologia, Marte estará boa parte do tempo em tensão com Urano em Áries e Júpiter em Leão, forçando mudanças em nível global.  Considerando que Marte esteve desde o começo do ano no diplomático signo de Libra, em movimento retrógrado e também direto, podemos considerar que esse será o grande momento de colher o que plantamos em nossas relações, sejam elas íntimas ou profissionais, e absorver as mudanças – tanto positivas quanto negativas – que vem em decorrência disso.

Pois é, para quem estava achando 2014 um ano de projetos parados ou meio “emperrados”, o início do segundo semestre deve dar um empurrãozinho para fazer as coisas acontecerem, pois certamente colheremos as sementes daquilo que plantamos. São mudanças profundas que vem por aí na vida de todos nós, então é hora de olhar para frente e seguir para colocar todos os planos em prática!

Lições de Marte e Vênus sobre sexo e relacionamento

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Na Astrologia, eles são os planetas regentes do sexo e do relacionamento. Na Mitologia greco-romana, seus arquétipos e mitos inspiraram milhões de pessoas a refletir sobre a natureza desses dois temas complexos e fascinantes, que são essenciais para qualquer relação afetiva. Estamos falando de Marte e Vênus, um dos casais mais “quentes” presenets na história da humanidade e suas crenças.

E do casamento do deus Marte com a deusa Vênus nasceu o Cupido (ou Eros para os gregos), que é o regente do erotismo. O deus responsável por atingir as pessoas com flechadas de amor é também um dos mais belos deuses de toda a família de deuses greco-romanos. Sempre atirando flechas aos outros, um dia foi ele mesmo que se apaixonou. E sua esposa não poderia ser outra além de Psiquê, a deusa da alma.

Confira o artigo completo que escrevi para a Wiki da Loja do Prazer, clicando nesse link aqui!

Artigo sobre as tradições esotéricas do Tantra no jornal O Legado

A edição de junho do jornal especializado no segmento holístico O Legado traz um artigo meu sobre o esoterismo atrelado às práticas tântricas na Antiguidade. Confira abaixo o texto na íntegra:

O ESOTERISMO TÂNTRICO: ASTROLOGIA E ARTES DIVINATÓRIAS

COMO FERRAMENTAS PARA O AUTOCONHECIMENTO

Para o senso comum, a prática do Tantra está reduzida a algumas de suas técnicas sexuais. Há também quem o associe com outras técnicas corporais e meditativas que não envolvem a sexualidade em si, mas são poucas as pessoas que conseguem conectar o Tantra da contemporaneidade com sua filosofia abrangente e extremamente esotérica. Com uma visão holística, o Tantra em sua origem prega o uso milenar de recursos divinatórios e de autoconhecimento, como a consulta a oráculos e à Astrologia.

Em primeiro lugar, ao considerarmos o Tantra em suas origens, veremos que ele é muito mais filosófico e místico do que propriamente sexual. De todo o conteúdo das escrituras encontradas na região do Himalaia – os “Tantras”, de onde deriva o nome “Tantra” – apenas 7% tratam de técnicas sexuais. Os demais 93% cobrem uma infinidade de assuntos que vão desde receitas para uma alimentação saudável até complexos estudos astrológicos para a prática de rituais em comunhão com a natureza. O Tantra fala basicamente de autoconhecimento.

Toda essa desinformação em relação aos estudos tântricos talvez seja pelo fato de que os gurus do Tantra da Antiguidade sofreram, durante a Idade Média, uma espécie de “caça às bruxas”, semelhante a que tivemos no Ocidente. Como resultado das repetidas invasões por outros povos, especialmente após a tomada de poder pelos Arianos, a sociedade da época foi dominada pela cultura Védica, que posteriormente formou a base do Hinduísmo. Os que seguiam os pressupostos tântricos passaram então a viver na clandestinidade, já que suas práticas pouco ortodoxas e libertárias desafiavam o status quo. Mesmo assim, algumas das técnicas tântricas sobreviveram ao longo do tempo por meio do Yoga e também pela influência nas religiões orientais como o Budismo, o Taoísmo e até o próprio Hinduísmo, que apesar da orientação Védica também foi influenciado pelo conteúdo dos Tantras.

Nesse jogo de poder e de dominação cultural, a essência dos estudos tântricos foi muito mal entendida e até deturpada. O Tantra é pagão é não está relacionado, portanto, a nenhuma religião. Tem caráter libertário e visa canalizar a energia vital, chamada de Kundalini, para o desenvolvimento espiritual. Apesar de as culturas Védica e Tântrica guardarem semelhanças em relação aos principais deuses e mitos, o Tantra os ritualiza e traz esses arquétipos para a prática, com a união de Shiva (a polaridade luz, masculina e a consciência manifesta) e Shakti (a polaridade sombra, feminina, a energia pura e o que ainda está por se manifestar em forma de consciência) traduzida como uma meta a ser buscada por todos os indivíduos. Esse é um caminho interior, de união dessas duas polaridades, e os recursos para o autoconhecimento – como a Astrologia e uso de oráculos – sempre estiveram presentes, já que estes representam, há milênios, uma maneira de investigar o elo entre o microcosmo humano e o macrocosmo ou o universo a sua volta.

Para distanciar o Tantra de seu caráter esotérico, tivemos ainda outro agravante. Essa busca pela união de Shiva e Shakti se dividiu em dois ramos tântricos com abordagens distintas: o Dakshina Marga, chamado de Caminho da Mão Direita, e o Vama Marga, o Caminho da Mão Esquerda. Enquanto o primeiro fala de uma “união com o divino” e frisa o culto à polaridade Shiva, a segunda enfatiza o conceito de “tornar-se divino”, explorando o aspecto de Shakti, com a investigação dos mistérios do universo. A corrente sinistra do Tantra, o Vama Marga, além de ser a dos tão famosos ritos sexuais, também é a de maior inclinação ocultista, explorando amplamente os estudos astrológicos e as artes divinatórias. Em virtude de seu direcionamento, que se distanciava da religião e frisava a quebra de tabus, infelizmente, o Caminho da Mão Esquerda foi também o que mais sofreu com a perseguição aos tântricos na Idade Média.

Não foi por acaso que, ao chegar ao Ocidente, o Tantra foi incorporado aos sistemas mágicos de Ordens Secretas, Iniciáticas e Maçônicas, sendo estudado junto às tradições milenares ocidentais do que passou a se chamar de Magia Sexual. E, nesse contexto, mais do que rituais sexuais, o Tantra é uma filosofia de autodescoberta, de exploração dos mistérios da natureza, na qual o princípio Hermético do “está embaixo como está em cima” é uma realidade a ser investigada por cada indivíduo, em sua psique e em sua relação com o universo.

Assim, Tantra, Ocultismo e Hermetismo – com suas correspondências e recursos oraculares e astrológicos – ao contrário do que muita gente ainda pode pensar, estão fortemente conectados. E ignorar o aspecto esotérico do Tantra é um erro conceitual dos mais graves.

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