Rss

Categoria : Tantra

Leitura de Tarô no A Tarde é Show, com Nani Venâncio

Virgínia Gaia é astróloga e taróloga do programa A Tarde É Show, da apresentadora Nani Venâncio, na Rede Brasil de Televisão. Assista aqui a uma leitura de Tarô para os expectadores. Vale a pena conferir como que as cartas são uma importante ferramenta para orientação sobre os mais variados assuntos:

Para saber mais sobre atendimentos com Astrologia, Tarô e outras técnicas, clique aqui!

Artigo: “O Conceito de Deus no Tantra”, no jornal O Legado

O conceito de Deus é algo complexo e muito individualizado, mas para os adeptos do Vama Marga Tantra, o Caminho da Mão Esquerda do Tantra, há tópicos sobre esse assunto que são essenciais ao entendimento dessa corrente de pensamento filosófico e místico. Com suas técnicas esotéricas que o conectam com o ocultismo, o Tantra precisa ser também entendido a partir dessa perspectiva. Esse foi o tema do meu artigo publicado no mês de novembro no jornal holístico O Legado. Leia abaixo o artigo na íntegra:

O Conceito de Deus no Tantra

Tantra não é religião, não possui dogmas e tampouco regras rígidas sobre como o conceito de divindade deve ser encarado. Mas uma coisa é certa: a maneira como o conceito de divino é explorado define a vertente tântrica a ser desbravada, especialmente no que tange a sexualidade. Apesar de muita gente ainda associar o Tantra estritamente às suas técnicas sexuais, a identificação filosófica é que define a forma como a sexualidade é vivenciada e não o contrário.

 

Isso porque as duas grandes vertentes do Tantra – o Dakshina Marga, chamado Caminho da Mão Direita, e o Vama Marga, o caminho da Mão Esquerda – diferem radicalmente sobre a origem e o tratamento ao conceito de divindade. Enquanto que o primeiro busca elevar as virtudes humanas a ponto de fundir o ser humano a uma ideia de divindade que estaria em planos superiores, o segundo busca o divino dentro de cada ser humano em um processo de autodeificação. E daí é que advém o uso da sexualidade para expansão da consciência na via sinistra do Tantra.

 

A partir desse conceito é que podemos entender, de fato, o que significam as técnicas para administração do orgasmo. Enquanto que o Dakshina Marga busca a contenção do prazer, o Vama Marga busca a sua exaltação. E isso se dá, entre outros motivos, porque de acordo com o Dakshina Marga, a busca desenfreada pelo prazer seria a fonte de todas as frustrações humanas, afastando o indivíduo do acesso às formas divinas. Segundo essa via destra, o sexo sem orgasmo seria a mais suprema expressão da compaixão e do amor sem desejo, algo almejado pelos praticantes que buscam a união a uma suposta força divina com origem externa à consciência do adepto.

 

Na direção oposta, o Caminho da Mão Esquerda visa a autodeificação, enaltecendo o orgasmo como a suprema expressão dos desejáveis “estados alterados de consciência”. Assim, as práticas tântricas do Vama Marga não são utilizadas para buscar qualquer divindade externa à consciência do praticante. Ao contrário, os deuses são manifestações do inconsciente e, assim, manifestam-se no plano material de forma a modificarem a realidade de acordo com a Verdadeira Vontade do Indivíduo.

 

Em suma, o que podemos comprovar na prática é que o Dakshina Marga e Vama Marga atuam em direções opostas na vida do ser tântrico. Entender esse conceito central no Tantra é a chave para trilhar um caminho de expansão da consciência sem distorções. Esse é um ponto crucial que, aliás, foi absolutamente ignorado por seguidores do Neotantra, a versão revisitada do Tantra que é para lá de equivocada. Neste último, as bases filosóficas tântricas são reinterpretadas em uma versão própria que não se posiciona em nenhuma das duas grandes vertentes do Tantra da Antiguidade.

 

E, se a busca de estados alterados de consciência por meio do Maithuna, o ato sexual tântrico, é uma exclusividade do Vama Marga ou do Caminho da Mão Esquerda, aqui deve ser também incluído o conceito de antinomianismo, o que significa a mais completa quebra de tabus pessoais e sociais. E aqui podemos ver que o Tantra, mais do que uma coletânea de técnicas sexuais é, sobretudo, um caminho filosófico complexo, cujos meandros não podem se resumir a uma mera prestação de serviços supostamente terapêuticos como propõe o Neotantra com suas “massagens”.

 

Viver o Tantra no dia-a-dia e na intimidade de cada indivíduo é o que se propõe com o Vama Marga. A via sinistra é essencialmente experiencial e pressupõe uma busca individual. Esse esforço, aliás, é parte do processo de autodescoberta e de exploração das potencialidades psíquicas individuais. Portanto, esqueça a terceirização e a contratação de prestadores de serviços supostamente tântricos, pois não há meio de expandir a consciência que não parta do esforço pessoal e da disciplina acadêmica.

 

Tornar-se divino, como visa o Vama Marga Tantra, com o uso da sexualidade requer dedicação. Claro que o prazer é enaltecido com finalidades místicas. Entretanto, é vital lembrar que o sexo é o meio e não o fim. Pois o encontro com a própria divindade não pode – e nem deve – ser encarado como mera busca desesperada por sensações imediatas: ele é o passaporte divino para a eternidade.

 

Para visitar a site do O Legado, basta clicar aqui!

Artigo: “Tantra: a arte do amor”, no jornal O Legado

O amor é o tema do meu artigo da edição de outubro do jornal holístico O Legado. Muita gente tem dificuldade para entender esse conceito, mas o fato é que ele é a base do processo de Iluminação, segundo o Vama Marga Tantra, o Caminho da Mão Esquerda Tântrico. Segue abaixo o artigo na íntegra:

Tantra: a arte do amor

Às vezes parece difícil falar sobre amor sem cair na tentação dos clichês, mas o fato é que ele é a base do Tantra. Pena que, ao ter contato com esses ensinamentos milenares com raízes que remetem a mais de três mil anos a.C, houve quem os transformasse em uma porção de frases soltas de autoajuda. Mas o que o Tantra fala sobre amor é muito mais profundo do que isso.

 

De acordo com as escrituras encontradas na região que circunda a Cordilheira do Himalaya denominadas “Tantras” – de onde veio a palavra “Tantra” -, todo o Universo teria sido gerado a partir do casamento mágico de Shiva (a consciência e a polaridade masculina) com Shakti (a energia pura, aquilo que ainda está por se manifestar e a polaridade feminina). Esse seria o ato de amor primordial para a criação da vida. Longe de interpretar tal fábula apenas como mais uma versão para teorias criacionistas, essa metáfora deve ser encarada em seu caráter simbólico.

 

Primeiro, porque Shiva e Shakti estão dentro de todos nós. Assim como Sol e Lua, Noite e Dia (Lux e Nox), Positivo e Negativo, estes são opostos complementares presentes na composição alquímica de todos os seres. Afinal, deve-se atentar para o princípio hermético de que “o que está em cima é como o que está embaixo”. E a busca pelo fio condutor que une essas duas pontas é o caminho para o Nirvana ou a Iluminação no Tantra.

 

E qual seria a chama primordial que teria feito Shiva e Shakti se unirem? Nada que não o amor. Mas quando o amor aparece nesse mito, ele vem com uma carga simbólica que vai muito além do sentimento que inspira poemas há séculos. O amor, nesse caso, é análogo à Kundalini, a energia vital tântrica que também pode ser interpretada como a energia sexual.

 

Seria para o Tantra então amor sinônimo se sexo? A resposta é: sim e não. Sim, porque, em última instância, o que o Tantra preconiza há milênios é muito parecido com o que a psicanálise de Sigmund Freud estabeleceu há pouco mais de um século. O Eros é a pulsão da vida e a Libido é a energia motriz do ser humano. Mas, no caso da visão tântrica, há uma diferença baseada em uma percepção sutil: o Tantra fala dessa energia como algo que circula pelo corpo e que pode ser experimentado de forma mística, em rituais que incluem até o ato sexual em si como é o caso do Maithuna, o ato sexual tântrico.

 

Porém, há de se considerar o que é muito comumente ignorado pelo senso comum: o fato de que apenas cerca de 7% de todo o conteúdo das escrituras tântricas tratam de técnicas sexuais. Os demais 93% cobrem diversos outros temas por vezes ignorados por aqueles que fazem do Tantra uma coleção de frases prontas sobre sexo e relacionamento. O amor tântrico deve ser encarado como uma fórmula mágica.

 

No Ocidente, quando o Vama Marga Tantra – o chamado Caminho da Mão Esquerda Tântrico – passou a ser estudado seriamente por grupos ocultistas, essa interpretação foi explorada no que ficou conhecido por Magia Sexual. Da Sociedade Teosófica de Helena Blavatsky, passando pela emblemática Ordem Hermética da Aurora Dourada e, posteriormente, pela Ordo Templi Orientis do controverso ocultista inglês Aleister Crowley, todos os grupos que se aprofundaram no tema da relação entre sexualidade e espiritualidade encararam os ensinamentos tântricos de maneira mais abrangente do que mera dissertação retórica sobre a arte de amar.

 

Segundo essa visão, que é sustentada por estudos acadêmicos dos mais relevantes, o amor no Vama Marga Tantra é um valor arquetípico que pavimenta o acesso ao inconsciente. Ele é, antes de qualquer coisa, o que Crowley chamou de “Grande Obra”, um mergulho do ser tântrico dentro de si mesmo ao explorar a sexualidade em busca de sua “Verdadeira Vontade” em um procedimento similar ao definido pelo psicoterapeuta Carl Jung quando conceituou o seu Processo de Individuação.

 

Dessa forma, a arte de amar no Tantra é um caminho mágico que contempla um conjunto de sentimentos e sensações místicas, o que inclui a sexualidade, mas também a transcende. Esse é o real significado da palavra AGAPE, que em grego significa “amor”, mas que para o buscador do Vama Marga Tantra, significa também o encontro com o seu EU mais profundo. Afinal, para o Tantra, não existe verdade absoluta que não seja a de que o Amor é a Lei; Amor sob Vontade!

Para visitar a site do O Legado, basta clicar aqui!

Artigo: “O Tarô de acordo com o Tantra”, no jornal O Legado

A edição de setembro do jornal holístico O Legado publica mais um artigo meu. Desta vez, o assunto é o Tarô e como o conjunto de 78 cartas utilizado como oráculo é utilizado para os adeptos do Vama Marga Tantra, o Caminho da Mão Esquerda do Tantra. Leia abaixo o texto na íntegra:

O Tarô de acordo com o Tantra:

decodificando o direcionamento da energia vital

 

Um conjunto de símbolos que traduzem o inconsciente humano. Assim poderíamos definir o jogo de 78 lâminas que compõem o Tarô. Para seguidores do Vama Marga Tantra – ou os estudiosos do que no Ocidente ficou conhecido por Magia Sexual – a simbologia contida nos arcanos do Tarô também decodificaria a energia vital do consulente e a forma como esta é direcionada. E desse conceito deriva a efetividade das previsões por meio das cartas.

 

Considerando o conceito filosófico que dá corpo ao Vama Marga Tantra, o chamado Caminho da Mão Esquerda do Tantra, de que a energia vital é análoga à energia sexual acumulada nas sombras do inconsciente, podemos então encontrar a conexão entre o Tarô e a Psicologia. Assim, ao selecionar cartas em uma tiragem de Tarô, o consulente estaria buscando os símbolos que mais se aproximam de como sua energia vital está direcionada para determinado assunto. E essa seleção, aparentemente aleatória, seria exercida com base na Sincronicidade, evidenciando assim um conceito estudado pelo psicoterapeuta Carl Jung.

 

O Tarô seria então a forma mais direta de acessar padrões mentais que influenciam o livre arbítrio do indivíduo. E, diante da possibilidade de trazer à consciência o que estaria preso em seu lado sombra, o consulente pode tomar decisões melhores e até alterar o curso do que está por vir em sua vida. Afinal, a função das artes divinatórias vai além de predizer o futuro, mas está na possibilidade de dar mais subsídios para que o aqui e agora seja melhor direcionado em função dos objetivos de vida do consulente.

 

Esse mecanismo que interliga símbolos, energia vital e sua conexão com sexualidade pode ser aplicado a qualquer baralho de Tarô. E são inúmeras as opções disponíveis aos tarólogos em todo o mundo: do tradicional Tarô de Marselha a jogos inspirados nas histórias em quadrinhos, contos de fadas, diversas crenças e mitologias. Entre todos esses, talvez o mais literal nessa conexão é o Tarô de Thoth.

 

Idealizado pelo controverso ocultista inglês Aleister Crowley e ilustrado pela artista plástica Frieda Harris, o Tarô de Thoth traz símbolos que se repetem em diversas culturas e que remetem ao direcionamento da energia sexual humana. Resultado dos anos de estudos de mitologia e religião comparada de Crowley e de sua passagem por diversas ordens secretas, o Tarô de Thoth reúne conceitos da cabala, estudos da Maçonaria, mitologia egípcia e símbolos que remetem às origens da tradição do Tantra no Oriente.

 

E, diante desse conhecimento, como podemos aproveitar melhor uma leitura de Tarô? Se partimos da premissa tântrica de que todo o universo ao nosso redor se apresenta como reflexo do direcionamento de nossa energia vital e se tivermos o tarô como ferramenta para identificar essa energia, então concluímos que o que se apresenta em uma leitura é um mapa de nosso inconsciente. Cabe a nós então aplicarmos o mesmo conceito para trabalharmos o nosso nível energético, buscando a ampliação de nossa consciência e, assim, nos tomarmos agentes ativos de nosso próprio destino.

 

Para visitar a site do O Legado, basta clicar aqui!

Entrevista sobre Astrologia, Tarô e Tantra

Estou no blog do colunista social Daniel Oliveira contando um um pouco sobre o meu trabalho e a minha trajetória como Astróloga, Taróloga e Especialista em Tantra. Além de falar das bases filosóficas do Vama Marga Tantra e sua relação com técnicas esotéricas e holísticas, também contei um pouco sobre a minha participação na 21ª Erotika Fair e a aproximação do Caminho da Mão Esquerda  Tântrico junto ao mercado erótico e sensual.

Virginia Gaia Astrologa Tarologa e Especialista em Tantra

Para conferir a entrevista na íntegra, basta acessar ir a este link aqui!

Artigo: “Tantra, Magia Sexual ou Psicologia?” no Jornal O Legado

Estou na edição de julho do jornal O Legado com um artigo falando das relações e conexões que existem entre os termos Tantra, Magia Sexual e as raízes da Psicologia. Especializado no segmento holístico, o jornal tem circulação gratuita em diversos pontos ligados às práticas holísticas em São Paulo. Segue abaixo o texto na íntegra:

Tantra, Magia Sexual ou Psicologia?

Ao longo da história da humanidade, o uso da sexualidade como meio para expansão da consciência já recebeu diversos nomes. Das tradições tântricas da Antiguidade à difusão da Magia Sexual no ocidente, passando pelo advento da psicanálise e posterior evolução para a psicologia analítica de Carl Jung, podemos encontrar um conceito comum: o de que a energia sexual é o alimento da psique individual. Isso é o fundamento básico do Tantra, é o principal pilar do que se entende por Magia Sexual e também é o ponto de partida da psicanálise.

Hoje, em virtude da banalização que o termo “tântrico” sofreu ao ser aplicado de forma grosseira em qualquer coisa de fundo sexual, pode parecer difícil entender, mas o Tantra está muito mais próximo das técnicas holísticas e da psicologia moderna do que de práticas estritamente sexuais. E no que tange o Vama Marga Tantra, o chamado Caminho da Mão Esquerda tântrico, não podemos esquecer os estudos ocultistas que visam aplicar o uso de oráculos e posicionamentos astrológicos como recursos para melhor direcionamento da energia vital individual que, em última instância, é sexual.

Mas, qual seria o fio condutor que une esses diferentes ramos do conhecimento humano? Para utilizar uma referência mais próxima, partamos da psicanálise. A disciplina criada por Sigmund Freud prega que a energia vital humana tem fundo sexual, em um conceito que ele nomeou de Libido. Segundo o pai da psicanálise, impulsos sexuais mal resolvidos podem resultar em distúrbios comportamentais e neuroses diversas pelo seu mau direcionamento. E esses bloqueios emocionais e psicológicos o indivíduo experimenta não somente na sua sexualidade, como também em todas as áreas de sua vida.

Discípulo de Freud, o psicoterapeuta Carl Jung expandiu o conceito de inconsciente freudiando e fundamentou o que chamou de sombra, o lado mais animalesco da personalidade humana. Aliás, é interessante saber que Jung estudou o Tantra profundamente e até apresentou um seminário inteiro dedicado ao estudo da filosofia tântrica, em 1932, denominado a “A Psicologia da Kundalini Yoga”. E é a partir dessa perspectiva que podemos entender o que de fato significa essa filosofia oriental que coloca a energia sexual como energia vital.

Muito antes do advento da psicanálise, há mais de cinco mil anos, um conjunto de escrituras encontradas na região do Himalaia, denominadas “Tantras”, pregava que a energia vibracional humana é sexual. Chamada de Kundalini, essa energia é descrita simbolicamente como uma serpente adormecida na base da coluna e é responsável por nutrir diversos pontos (sete ao todo) que se estendem ao longo do corpo até a cabeça, denominados Chakras. Para o Tantra, estar bem com a própria sexualidade é condição primordial para a saúde física, emocional e espiritual do indivíduo.

Com foco holístico, as práticas tântricas fazem intenso uso de ritos e símbolos, além de utilizarem recursos oraculares e astrológicos. Partem da sexualidade e da energia sexual de forma geral – e não somente do sexo em si – para desenvolver o autoconhecimento individual. Ao chegar no Ocidente por meio de Ordens Secretas e Iniciáticas, o Tantra passou a integrar os estudos do que se habituou a chamar de Magia Sexual, junto a outras práticas mágicas e sexuais ocidentais da Antiguidade.

“Magia é a ciência e a arte de causar mudanças de acordo com a vontade”, essa é a definição dada pelo controverso ocultista Aleister Crowley, um dos mais conhecidos – porém não único – difusores das práticas sexuais tântricas no Ocidente. Aqui, nesta definição, fica claro que o conceito de Magia vai muito além da materialização de coisas mundanas. Magia é a arte de modificar a realidade a partir do que Crowley chamou de “Verdadeira Vontade” do indivíduo, ou seja, a sua essência, que só terá luz a partir do momento em que este conseguir olhar para a própria sombra, como bem indicou Jung.

Assim, podemos concluir que o Tantra ou a Magia Sexual – independente da nomenclatura empregada – representa muito mais um caminho filosófico e psíquico do que um mero roteiro de práticas sexuais para incrementar o prazer. Pois, segundo estes, a chave para a evolução humana a caminho da Iluminação começa de dentro para fora, com um mergulho no inconsciente como propõe e Psicologia. Afinal, a Magia começa a acontecer a partir do autoconhecimento e não o contrário.

Para ler gratuitamente a edição integral do jornal, basta fazer o download do arquivo em pdf neste link aqui!

Para visitar a site do O Legado, basta clicar aqui

Horóscopo para o Dia dos Namorados

Com o Dia dos Namorados chegando, que tal se preparar para uma comemoração especial? Resgatando algumas tradições tântricas da Antiguidade, que levavam em consideração os posocionamentos astrológicos para elaborar seus rituais sexuais, preparei a análise astrológica do céu da noite dos enamorados com dicas para ter bons momentos a dois.

Virginia Gaia Astrologia Tantra Loja do Prazer  Dia dos Namorados

Com Sol em Gêmeos, Lua em Sagitário, Vênus em Touro e Marte em Libra, a noite pede ousadia e provas concretas de amor. Confira as dicas lendo o artigo publicado na Wiki da Loja do Prazer, nesse link aqui!

Artigo sobre as tradições esotéricas do Tantra no jornal O Legado

A edição de junho do jornal especializado no segmento holístico O Legado traz um artigo meu sobre o esoterismo atrelado às práticas tântricas na Antiguidade. Confira abaixo o texto na íntegra:

O ESOTERISMO TÂNTRICO: ASTROLOGIA E ARTES DIVINATÓRIAS

COMO FERRAMENTAS PARA O AUTOCONHECIMENTO

Para o senso comum, a prática do Tantra está reduzida a algumas de suas técnicas sexuais. Há também quem o associe com outras técnicas corporais e meditativas que não envolvem a sexualidade em si, mas são poucas as pessoas que conseguem conectar o Tantra da contemporaneidade com sua filosofia abrangente e extremamente esotérica. Com uma visão holística, o Tantra em sua origem prega o uso milenar de recursos divinatórios e de autoconhecimento, como a consulta a oráculos e à Astrologia.

Em primeiro lugar, ao considerarmos o Tantra em suas origens, veremos que ele é muito mais filosófico e místico do que propriamente sexual. De todo o conteúdo das escrituras encontradas na região do Himalaia – os “Tantras”, de onde deriva o nome “Tantra” – apenas 7% tratam de técnicas sexuais. Os demais 93% cobrem uma infinidade de assuntos que vão desde receitas para uma alimentação saudável até complexos estudos astrológicos para a prática de rituais em comunhão com a natureza. O Tantra fala basicamente de autoconhecimento.

Toda essa desinformação em relação aos estudos tântricos talvez seja pelo fato de que os gurus do Tantra da Antiguidade sofreram, durante a Idade Média, uma espécie de “caça às bruxas”, semelhante a que tivemos no Ocidente. Como resultado das repetidas invasões por outros povos, especialmente após a tomada de poder pelos Arianos, a sociedade da época foi dominada pela cultura Védica, que posteriormente formou a base do Hinduísmo. Os que seguiam os pressupostos tântricos passaram então a viver na clandestinidade, já que suas práticas pouco ortodoxas e libertárias desafiavam o status quo. Mesmo assim, algumas das técnicas tântricas sobreviveram ao longo do tempo por meio do Yoga e também pela influência nas religiões orientais como o Budismo, o Taoísmo e até o próprio Hinduísmo, que apesar da orientação Védica também foi influenciado pelo conteúdo dos Tantras.

Nesse jogo de poder e de dominação cultural, a essência dos estudos tântricos foi muito mal entendida e até deturpada. O Tantra é pagão é não está relacionado, portanto, a nenhuma religião. Tem caráter libertário e visa canalizar a energia vital, chamada de Kundalini, para o desenvolvimento espiritual. Apesar de as culturas Védica e Tântrica guardarem semelhanças em relação aos principais deuses e mitos, o Tantra os ritualiza e traz esses arquétipos para a prática, com a união de Shiva (a polaridade luz, masculina e a consciência manifesta) e Shakti (a polaridade sombra, feminina, a energia pura e o que ainda está por se manifestar em forma de consciência) traduzida como uma meta a ser buscada por todos os indivíduos. Esse é um caminho interior, de união dessas duas polaridades, e os recursos para o autoconhecimento – como a Astrologia e uso de oráculos – sempre estiveram presentes, já que estes representam, há milênios, uma maneira de investigar o elo entre o microcosmo humano e o macrocosmo ou o universo a sua volta.

Para distanciar o Tantra de seu caráter esotérico, tivemos ainda outro agravante. Essa busca pela união de Shiva e Shakti se dividiu em dois ramos tântricos com abordagens distintas: o Dakshina Marga, chamado de Caminho da Mão Direita, e o Vama Marga, o Caminho da Mão Esquerda. Enquanto o primeiro fala de uma “união com o divino” e frisa o culto à polaridade Shiva, a segunda enfatiza o conceito de “tornar-se divino”, explorando o aspecto de Shakti, com a investigação dos mistérios do universo. A corrente sinistra do Tantra, o Vama Marga, além de ser a dos tão famosos ritos sexuais, também é a de maior inclinação ocultista, explorando amplamente os estudos astrológicos e as artes divinatórias. Em virtude de seu direcionamento, que se distanciava da religião e frisava a quebra de tabus, infelizmente, o Caminho da Mão Esquerda foi também o que mais sofreu com a perseguição aos tântricos na Idade Média.

Não foi por acaso que, ao chegar ao Ocidente, o Tantra foi incorporado aos sistemas mágicos de Ordens Secretas, Iniciáticas e Maçônicas, sendo estudado junto às tradições milenares ocidentais do que passou a se chamar de Magia Sexual. E, nesse contexto, mais do que rituais sexuais, o Tantra é uma filosofia de autodescoberta, de exploração dos mistérios da natureza, na qual o princípio Hermético do “está embaixo como está em cima” é uma realidade a ser investigada por cada indivíduo, em sua psique e em sua relação com o universo.

Assim, Tantra, Ocultismo e Hermetismo – com suas correspondências e recursos oraculares e astrológicos – ao contrário do que muita gente ainda pode pensar, estão fortemente conectados. E ignorar o aspecto esotérico do Tantra é um erro conceitual dos mais graves.

Para ler gratuitamente a edição integral do jornal, basta fazer o download do arquivo em pdf neste link aqui

Para visitar a site do O Legado, basta clicar aqui

Artigo sobre Estudo dos Chakras

Na base de qualquer prática do Tantra, seja ela sexual ou não, está um sistema holístico que une filosofia e anatomia para estudar o fluxo energético do corpo. O conhecimento desse sistema – composto pelos denominados Chakras ativados pela Kundalini, a energia vital tântrica – é fundamental para o uso da sexualidade como forma de expansão da consciência.

Saiba mais sobre esse conhecimento milenar nesse artigo que escrevi para a Wiki da Loja do Prazer, disponível nesse link aqui!

Pois a prática do Tantra não se reduz a uma mera aplicação de técnicas coporais e “massagens”. E muito menos se vale da prestação de serviços duvidosos. Sexualidade e espiritualidade estão milermente conectados, mas de forma filosófica, profunda e com objetivos legitimamente existenciais.

Namastê!

Tantra e Neotantra: variações e banalizações do tantrismo

É bem verdade que a prática do Tantra é muito variada. É tão diversificada quanto o tamanho de sua história que contabiliza já mais de cinco mil anos. Mas, em meio a tantas variações, há também um sem número de adaptações e banalizações que pouco nada tem de tântricas.

O Tantra tem base filosófica, é pagão e anterior ao surgimento das religiões. Para sua prática, deve-se estudar a anatomia dos Chakras, entender e meditar sobre a sua natureza matriarcal postulada sob o conceito de Shakti e conhecer uma série de preceitos filosóficos que visam expandir a consciência do aspirante. A partir de uma base de conhecimento, é possível a auto-iniciação na prática do Sexo Tântrico – ou do Maithuna, para utilizar a nomenclatura original em Sânscrito.

Virginia Gaia Tantra sexo tântrico Neotantra massagem tantrica vama marga magia sexual  maithuna caminho da mao esquerda

A união sexual de Shiva com sua Shakti

As práticas do Sexo Tântrico também variam em função de diversos aspectos, especialmente em relação a sua abordagem nas diferentes correntes do Tantra. No Dakshina Marga, o denominado Caminho da Mão Direita,  o sexo é secundário e tem caráter devocional. Seguidores mais radicais desse caminho podem, por exemplo, optar por suprimir o orgasmo ou até seguir um caminho celibatário. E ainda assim praticarem Tantra. Já no Caminho da Mão Esquerda, ou Vama Marga em sânscrito, o orgasmo não somente é desejado como potencializado, já que o prazer é visto como meio para expansão da consciência. Nele, o orgasmo é sinônimo do que os franceses chamam de “Petit Mort”, ou “Pequena Morte” na tradução livre ao português, e pode abrir o caminho para estados alterados de percepção sobre a realidade. Praticantes radicais da via sinistra buscam o desenvolvimento da capacidade multiorgástica para trabalhar técnicas como a exaustão por meio do orgasmo.

Entretanto, a repressão da sexualidade que vivenciamos especialmente nesses últimos 2 mil anos deu origem a uma série de adaptações que muito pouco ou nada mantém da essência tântrica. Autores populares como Osho e seus seguidores criaram o que se chama de Neotantra, prática que não se enquadra em nenhuma das correntes do Tantra da Antiguidade. Do Neotantra surgiu a tão famosa “massagem tântrica” e um conjunto de textos de autoajuda que nada falam da filosofia tântrica. Praticantes da “massagem tântrica” insistem em reafirmar que seus serviços não são sexuais, já que não incluem intercurso sexual, mas englobam em muitos casos manipulações genitais em busca do orgasmo. E clientes desse tipo de serviço pouco ou nada sabem das bases filosóficas do Tantra. Seria esse um caminho mesmo viável para expansão da consciência ou mero e banal hedonismo capitalista?

Enquanto isso, o Maithuna virou tabu. Falar de sexo e espiritualidade é ponto de desconfiança. Falar de sexo e misticismo, resgatando a essência do Tantra em práticas sexuais de fato, ainda é assunto encoberto por desinformação. Daí vemos muitos praticantes sérios do Tantra que evitam falar das técnicas sexuais, já que elas representam apenas 7% do conteúdo das escrituras dos Tantras. E tal conteúdo segue sob o desconhecimento da sociedade e do publico em geral.

Vamos então mudar essa realidade, quebrar tabus e falar seriamente do sexo para expansão da cosnciência? Tantra não é só sexo, mas sua filosofia está fortemente embasada na sexualidade e na canalização da energia sexual. E difundir as bases filosóficas entre iniciantes não é assim tão dificil. Pois precisamos acreditar que há muito mais pessoas interessadas em expandir a autoconciência e lidar melhor com a própria sexualidade, sem terceiros, vivendo o sexo tântrico na intimidade, sozinho ou com o parceiro.