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Horóscopo para o Dia dos Namorados

Com o Dia dos Namorados chegando, que tal se preparar para uma comemoração especial? Resgatando algumas tradições tântricas da Antiguidade, que levavam em consideração os posocionamentos astrológicos para elaborar seus rituais sexuais, preparei a análise astrológica do céu da noite dos enamorados com dicas para ter bons momentos a dois.

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Com Sol em Gêmeos, Lua em Sagitário, Vênus em Touro e Marte em Libra, a noite pede ousadia e provas concretas de amor. Confira as dicas lendo o artigo publicado na Wiki da Loja do Prazer, nesse link aqui!

Artigo sobre as tradições esotéricas do Tantra no jornal O Legado

A edição de junho do jornal especializado no segmento holístico O Legado traz um artigo meu sobre o esoterismo atrelado às práticas tântricas na Antiguidade. Confira abaixo o texto na íntegra:

O ESOTERISMO TÂNTRICO: ASTROLOGIA E ARTES DIVINATÓRIAS

COMO FERRAMENTAS PARA O AUTOCONHECIMENTO

Para o senso comum, a prática do Tantra está reduzida a algumas de suas técnicas sexuais. Há também quem o associe com outras técnicas corporais e meditativas que não envolvem a sexualidade em si, mas são poucas as pessoas que conseguem conectar o Tantra da contemporaneidade com sua filosofia abrangente e extremamente esotérica. Com uma visão holística, o Tantra em sua origem prega o uso milenar de recursos divinatórios e de autoconhecimento, como a consulta a oráculos e à Astrologia.

Em primeiro lugar, ao considerarmos o Tantra em suas origens, veremos que ele é muito mais filosófico e místico do que propriamente sexual. De todo o conteúdo das escrituras encontradas na região do Himalaia – os “Tantras”, de onde deriva o nome “Tantra” – apenas 7% tratam de técnicas sexuais. Os demais 93% cobrem uma infinidade de assuntos que vão desde receitas para uma alimentação saudável até complexos estudos astrológicos para a prática de rituais em comunhão com a natureza. O Tantra fala basicamente de autoconhecimento.

Toda essa desinformação em relação aos estudos tântricos talvez seja pelo fato de que os gurus do Tantra da Antiguidade sofreram, durante a Idade Média, uma espécie de “caça às bruxas”, semelhante a que tivemos no Ocidente. Como resultado das repetidas invasões por outros povos, especialmente após a tomada de poder pelos Arianos, a sociedade da época foi dominada pela cultura Védica, que posteriormente formou a base do Hinduísmo. Os que seguiam os pressupostos tântricos passaram então a viver na clandestinidade, já que suas práticas pouco ortodoxas e libertárias desafiavam o status quo. Mesmo assim, algumas das técnicas tântricas sobreviveram ao longo do tempo por meio do Yoga e também pela influência nas religiões orientais como o Budismo, o Taoísmo e até o próprio Hinduísmo, que apesar da orientação Védica também foi influenciado pelo conteúdo dos Tantras.

Nesse jogo de poder e de dominação cultural, a essência dos estudos tântricos foi muito mal entendida e até deturpada. O Tantra é pagão é não está relacionado, portanto, a nenhuma religião. Tem caráter libertário e visa canalizar a energia vital, chamada de Kundalini, para o desenvolvimento espiritual. Apesar de as culturas Védica e Tântrica guardarem semelhanças em relação aos principais deuses e mitos, o Tantra os ritualiza e traz esses arquétipos para a prática, com a união de Shiva (a polaridade luz, masculina e a consciência manifesta) e Shakti (a polaridade sombra, feminina, a energia pura e o que ainda está por se manifestar em forma de consciência) traduzida como uma meta a ser buscada por todos os indivíduos. Esse é um caminho interior, de união dessas duas polaridades, e os recursos para o autoconhecimento – como a Astrologia e uso de oráculos – sempre estiveram presentes, já que estes representam, há milênios, uma maneira de investigar o elo entre o microcosmo humano e o macrocosmo ou o universo a sua volta.

Para distanciar o Tantra de seu caráter esotérico, tivemos ainda outro agravante. Essa busca pela união de Shiva e Shakti se dividiu em dois ramos tântricos com abordagens distintas: o Dakshina Marga, chamado de Caminho da Mão Direita, e o Vama Marga, o Caminho da Mão Esquerda. Enquanto o primeiro fala de uma “união com o divino” e frisa o culto à polaridade Shiva, a segunda enfatiza o conceito de “tornar-se divino”, explorando o aspecto de Shakti, com a investigação dos mistérios do universo. A corrente sinistra do Tantra, o Vama Marga, além de ser a dos tão famosos ritos sexuais, também é a de maior inclinação ocultista, explorando amplamente os estudos astrológicos e as artes divinatórias. Em virtude de seu direcionamento, que se distanciava da religião e frisava a quebra de tabus, infelizmente, o Caminho da Mão Esquerda foi também o que mais sofreu com a perseguição aos tântricos na Idade Média.

Não foi por acaso que, ao chegar ao Ocidente, o Tantra foi incorporado aos sistemas mágicos de Ordens Secretas, Iniciáticas e Maçônicas, sendo estudado junto às tradições milenares ocidentais do que passou a se chamar de Magia Sexual. E, nesse contexto, mais do que rituais sexuais, o Tantra é uma filosofia de autodescoberta, de exploração dos mistérios da natureza, na qual o princípio Hermético do “está embaixo como está em cima” é uma realidade a ser investigada por cada indivíduo, em sua psique e em sua relação com o universo.

Assim, Tantra, Ocultismo e Hermetismo – com suas correspondências e recursos oraculares e astrológicos – ao contrário do que muita gente ainda pode pensar, estão fortemente conectados. E ignorar o aspecto esotérico do Tantra é um erro conceitual dos mais graves.

Para ler gratuitamente a edição integral do jornal, basta fazer o download do arquivo em pdf neste link aqui

Para visitar a site do O Legado, basta clicar aqui

Artigo sobre Estudo dos Chakras

Na base de qualquer prática do Tantra, seja ela sexual ou não, está um sistema holístico que une filosofia e anatomia para estudar o fluxo energético do corpo. O conhecimento desse sistema – composto pelos denominados Chakras ativados pela Kundalini, a energia vital tântrica – é fundamental para o uso da sexualidade como forma de expansão da consciência.

Saiba mais sobre esse conhecimento milenar nesse artigo que escrevi para a Wiki da Loja do Prazer, disponível nesse link aqui!

Pois a prática do Tantra não se reduz a uma mera aplicação de técnicas coporais e “massagens”. E muito menos se vale da prestação de serviços duvidosos. Sexualidade e espiritualidade estão milermente conectados, mas de forma filosófica, profunda e com objetivos legitimamente existenciais.

Namastê!

Tantra e Neotantra: variações e banalizações do tantrismo

É bem verdade que a prática do Tantra é muito variada. É tão diversificada quanto o tamanho de sua história que contabiliza já mais de cinco mil anos. Mas, em meio a tantas variações, há também um sem número de adaptações e banalizações que pouco nada tem de tântricas.

O Tantra tem base filosófica, é pagão e anterior ao surgimento das religiões. Para sua prática, deve-se estudar a anatomia dos Chakras, entender e meditar sobre a sua natureza matriarcal postulada sob o conceito de Shakti e conhecer uma série de preceitos filosóficos que visam expandir a consciência do aspirante. A partir de uma base de conhecimento, é possível a auto-iniciação na prática do Sexo Tântrico – ou do Maithuna, para utilizar a nomenclatura original em Sânscrito.

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A união sexual de Shiva com sua Shakti

As práticas do Sexo Tântrico também variam em função de diversos aspectos, especialmente em relação a sua abordagem nas diferentes correntes do Tantra. No Dakshina Marga, o denominado Caminho da Mão Direita,  o sexo é secundário e tem caráter devocional. Seguidores mais radicais desse caminho podem, por exemplo, optar por suprimir o orgasmo ou até seguir um caminho celibatário. E ainda assim praticarem Tantra. Já no Caminho da Mão Esquerda, ou Vama Marga em sânscrito, o orgasmo não somente é desejado como potencializado, já que o prazer é visto como meio para expansão da consciência. Nele, o orgasmo é sinônimo do que os franceses chamam de “Petit Mort”, ou “Pequena Morte” na tradução livre ao português, e pode abrir o caminho para estados alterados de percepção sobre a realidade. Praticantes radicais da via sinistra buscam o desenvolvimento da capacidade multiorgástica para trabalhar técnicas como a exaustão por meio do orgasmo.

Entretanto, a repressão da sexualidade que vivenciamos especialmente nesses últimos 2 mil anos deu origem a uma série de adaptações que muito pouco ou nada mantém da essência tântrica. Autores populares como Osho e seus seguidores criaram o que se chama de Neotantra, prática que não se enquadra em nenhuma das correntes do Tantra da Antiguidade. Do Neotantra surgiu a tão famosa “massagem tântrica” e um conjunto de textos de autoajuda que nada falam da filosofia tântrica. Praticantes da “massagem tântrica” insistem em reafirmar que seus serviços não são sexuais, já que não incluem intercurso sexual, mas englobam em muitos casos manipulações genitais em busca do orgasmo. E clientes desse tipo de serviço pouco ou nada sabem das bases filosóficas do Tantra. Seria esse um caminho mesmo viável para expansão da consciência ou mero e banal hedonismo capitalista?

Enquanto isso, o Maithuna virou tabu. Falar de sexo e espiritualidade é ponto de desconfiança. Falar de sexo e misticismo, resgatando a essência do Tantra em práticas sexuais de fato, ainda é assunto encoberto por desinformação. Daí vemos muitos praticantes sérios do Tantra que evitam falar das técnicas sexuais, já que elas representam apenas 7% do conteúdo das escrituras dos Tantras. E tal conteúdo segue sob o desconhecimento da sociedade e do publico em geral.

Vamos então mudar essa realidade, quebrar tabus e falar seriamente do sexo para expansão da cosnciência? Tantra não é só sexo, mas sua filosofia está fortemente embasada na sexualidade e na canalização da energia sexual. E difundir as bases filosóficas entre iniciantes não é assim tão dificil. Pois precisamos acreditar que há muito mais pessoas interessadas em expandir a autoconciência e lidar melhor com a própria sexualidade, sem terceiros, vivendo o sexo tântrico na intimidade, sozinho ou com o parceiro.

Palestra sobre Tantra e Sexo Tântrico na 21ª Erotika Fair

Em uma iniciativa da Doce Sensualidade, em seu espaço Erotika Femme, a 21ª edição da Erotika Fair recebeu a palestra “Tantra: o milenar culto à sexualidade e à feminilidade”.

Os participantes do evento, que é o maior do setor erótico da América Latina, puderam conhecer o que de fato significa Tantra. A audiência muito atenta interagiu bastante para saber como incorporar as técnicas tântricas na intimidade de cada individuo, sem terceirizações, como forma de utilizar a energia sexual para expansão da consciência.

A palestra aconteceu no último sábado, dia 29 de março de 2014, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

O Tarot de Thoth: Astrologia, Cabala e Tantra traduzidos em símbolos

Idealizado pelo ocultista inglês Aleister Crowley e ilustrado pela artista plástica Frieda Harris, o Tarot d Thoth é um dos mais ricos conjuntos de cartas utilizados para fins divinatórios e de autoconhecimento.  Seus Arcanos trazem correspondências astrológicas e conectam o Tarot com a Cabala Hermética.

Com forte carga erótica e sexual em meio às suas belas imagens, o Tarot de Thoth reflete o simbolismo de Thelema, o sistema mágico criado por Crowley. Suas cartas retratam diferentes estágios da consciência, fazendo referências às práticas de Magia Sexual, o nome pelo qual grande parte das técnicas tântricas ficaram conhecidas quando passaram a ser estudadas pelos ocultistas no Ocidente.

Apesar de ainda ser objeto de controvérsia, é indubitável a contribuição de Crowley aos estudos do chamado Caminho da Mão Esquerda do Tantra.

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O Arcano “O Universo” do Tarot de Thoth

21ª Erotika Fair

Esse é o Tarot que utilizo em todas as minhas consultas e não foi diferente durante a minha participação na 21ª Erotika Fair. O Diário do Centro do Mundo e a sua colunista/blogueira Lasciva estiveram por lá e puderam conferir. Link original para a matéria de cobertura do evento aqui!

Ou então, veja abaixo a reprodução do trecho que fala sobre a leitura de Tarot que ofereci aos visitantes do “Espaço Celebridades”, da Loja do Prazer, onde estive presente  nos quatro dias de feira:

“Tarô erótico

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A astróloga e taróloga Virginia Gaia, que está junto comigo no Espaço Celebridades da Loja do Prazer, usa um baralho de tarô super diferente, com cartas que usam simbologia da sexualidade baseada no Tantra. Ela leu o meu futuro amoroso com a minha atual paixão – mas disse que não parece promissor, humpf!”

Curso de Tantra em parceria com Sex Shop Mil e Uma Noites

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Em parceria com o Sex Shop Mil e Uma Noites e com o patrocínio da Santo Cosméticos e da Desiré Real Line, acontece mais uma edição do Curso de Tantra e Sexo Tântrico. No conteúdo, as técnicas milenares utilizadas para aumentar o prazer como veículo de expansão da consciência.

O conteúdo tem cerca de três horas de duração e o curso é apostilado.

Para acomodar diferentes agendas, o curso acontecerá em duas edições, na quarta feira, dia 12 de Março, e no sábado, dia 15 de Março.  O evento ocorre no Dallas Office Center, cujo endereço é na Rua Fagunges Filho, 191 (próximo ao Metrô Saúde).

Para mais informações e inscrições, entre em contato pelo e-mail contato@sexshop1001noites.com.br ou pelo telefone 11-96591-5171

Sexo Tântrico: muito além da vulgar “massagem tântrica”

Basta pronunciarmos a palavra “Tantra” no ocidente para imediatamente vermos pessoas se dividindo em dois grupos radicalmente distintos. De um lado, praticantes de yoga e seguidores de vertentes esotéricas que exploram, de forma exclusivamente meditativa e filosófica, ensinamentos presentes nas escrituras que são a origem de todas as vertentes tântricas. Para estes, muitas vezes, a exploração de técnicas sexuais é revestida de diversos tabus, apesar do sexo ser parte inerente ao Tantra desde a sua fundação.

Por sua vez, podemos observar uma outra ala radicalmente oposta. É o grupo daqueles que, utilizando a fórmula consagrada na publicidade de que sexo vende qualquer coisa, criaram uma série de serviços sexuais empacotados em nomes bem comercais. Assim nasceram termos como “massagem tântrica”, “terapia tântrica” e um sem numero de serviços prestados por terceiros que entram na intimidade das pessoas quase como que masturbadores profissionais. Tais práticas muito pouco ou quase nada mantém da essência do Tantra. Aliás, diga-se de passagem que o termo “massagem tântrica” é um neologismo. Tântricos estão muito longe de serem meros e vulgares “massagistas”, até porque o que se vende em sessões de “massagem tântrica” não chega a 5% do que o Tantra oferece.

O Tantra explora os cinco sentidos e envolve diversas técnicas corporais

O Tantra explora os cinco sentidos e envolve diversas técnicas corporais

Mas então, o que seria o Tantra? E como praticá-lo? Bem, a resposta para resgatar o Tantra e todos os seus benefícios une um pouco do que pregam os dois grupos mencionados acima, mas com uma abordagem bem diferente. Sim, o Tantra é filosófico e é esotérico. E conhecer essas bases fará com que o aspirante possa entender os mecanismos das técnicas que aprimoram o prazer para incorporá-las na sua intimidade, sem fórmulas prontas e de acordo com as suas preferências.  Mas para isso, será necessário admitir que o Tantra é também a exploração do sexo e da sexualidade como meio para experimentação de estados alterados de consciência, o que inclui técnicas meditativas, mas não se resume a isso.

Ao praticar o Tantra, o aspirante deve quebrar tabus em relação a temas como masturbação e o toque erótico em diversas partes do corpo. Mas é também importante ter em mente que essa estimulação é apenas uma ínfima parte do que o Tantra oferece, especialmente se for aplicada por terceiros. Aliás, cabe ressaltar que ao contratar alguém para que estimule o seu corpo, o aspirante está na realidade caminhando no sentido oposto ao Tantra. Afinal, por que delegar a exploração do sexo e da sexualidade a um prestador de serviços?  Seria então o estudo pessoal da anatomia e das técnicas tântricas para aplicação na própria intimidade mais um tabu?

Questione, duvide, busque informação. E não caia na besteira de resumir o Tantra a uma mera “massagem”. Pense que o caminho tântrico envolve explorar tantricamente um imenso universo que inclui fantasias sexuais diversas, fetiches, sexo oral, sexo anal e tudo mais que a sua imaginação permitir. E o melhor: sem a contratação de terceiros e com a base de técnicas consagradas e milenares. Afinal, no Tantra, assim como em qualquer coisa na vida, tudo começa com o  conhecimento!

Namastê!

Chakras: a base dos estudos de anatomia no Tantra

Na base de todas as técnicas tântricas para expansão da consciência, o que inclui o uso do sexo e da sexualidade, está o estudo dos Chakras, os centros de energia tântricos que se distribuem pelo corpo. Segundo as escrituras denominadas “Tantras”, que deram origem ao termo Tantra, o fluxo nesses centros de energia precisa ser constante.

Virginia Gaia Tantra

Os chakras distribuídos ao longo o corpo e da coluna vertebral 

Distribuídos ao longo do corpo e da coluna vertebral, os chakras formam um sistema complexo no qual circula a Kundalini, a energia vital tântrica. Para o Tantra, a energia vital de todas as pessoas tem fundo sexual. Embora sob abordagem esotérica, em ultima instância, o que o Tantra descreve é muito semelhante ao que a psicanálise chama de libido.

A grande diferença da abordagem tântrica em relação à abordagem psicanalítica é que a primeira tem uma abordagem mais mística e integral, colocando o homem mais próximo da natureza, com o intuito de buscar a origem do universo. Mas engana-se quem pensa que o Tantra é uma doutrina religiosa e dogmática, muito pelo contrário.

O Tantra é uma prática pagã e não está atrelado a nenhuma religião. Nele, o aspirante deve buscar o autoconhecimento e pode escolher entre duas vertentes: o caminho da mão esquerda (Vama Marga), que não prega a existência de um deus externo à consciência e à própria natureza, ou o caminho da mão direita (Dakshina Marga), que tem um caráter mais devocional.

 

 

 

Verdades e Mentiras sobre Tantra e Sexo Tântrico

Se olharmos para a época dos primeiros registros históricos do conjunto de práticas pagãs descritas nas escrituras denominadas “Tantras” – de onde deriva o nome “Tantra” e a expressão “Sexo Tântrico” – até o os dias de hoje, muito tempo se passou. Desde então, diversos serviços (muitos deles um tanto equivocados) surgiram ao acrescentar o adjetivo “tântrico” a um sem número de atividades.

“Massagem Tântrica”, “Terapia Tântrica”, “Iniciação Tântrica” e por aí vai. Parece que para cada coisa que soa inatingível ou frustrante no campo da sexualidade humana foi criada uma solução “tântrica”. O resultado disso é que muita gente ainda acha que para praticar o Tantra o aspirante precisa adquirir serviços – massagens ou supostas “iniciações” – prestados por terceiros, o que não é verdade.

curso de tantra

Tantra: técnicas milenares podem ser vividas na intimidade do casal

É claro que o Tantra requer técnica. E também é bem verdadeiro que as técnicas sexuais tântricas realmente aprimoram a experiência de prazer durante o ato sexual. Mas o que não se faz necessária é a terceirização profissional ou contratação de serviços que, na realidade, não passam de distorções que pouco ou nada mantém do que é retratado nas escrituras tântricas.

Com uma base de conhecimento e um pouco de treino, é possível viver o Tantra dentro do universo de cada indivíduo e também na vida sexual do casal, com práticas diversas que são realmente muito prazerosas. Essa abordagem não é somente possível, como leva o sexo tântrico para onde ele sempre esteve desde a Antiguidade: a intimidade.

Outra coisa importante para se considerar quando pensamos em Tantra são suas raízes filosóficas. Aliás, diga-se de passagem, que o misticismo tântrico é bem peculiar e que, em suas diversas vertentes, é possível encontrar abordagens compatíveis até aos mais céticos.  Dentre as diversas correntes e caminhos tântricos, há vertentes que falam de um “encontro com o divino”, mas também há aquelas que não pregam a existência de um deus externo à consciência do praticante, se aproximando muito da abordagem da psicologia para o tema da sexualidade.

Isso porque, de todos os temas abordados nas escrituras tântricas, somente 7% tratam de técnicas corporais com fundo sexual. Os demais 93% abordam assuntos diversos que derivam da aplicação de um pressuposto tântrico básico: o de que a nossa energia vital tem fundo sexual. Aliás, esse é um dos pontos que comprova o quanto o Tantra, apesar de tão antigo, ainda é válido para os dias atuais.

Não podemos ignorar que esse sistema, criado há quase cinco mil anos, pregava no oriente o que só se passou a aceitar no ocidente há pouco mais de cem anos com a psicanálise. Enquanto o Tantra retrata a “Kundalini” como a chama vital humana, Sigmund Freud conceituou a “Libido”.

E isso explica a grande dificuldade que ainda temos no ocidente para incorporar o Tantra em nossa intimidade, sem terceiros, mas buscando informação e conhecimento para incorporá-lo em nossa vida sexual. A repressão a que fomos submetidos nos distanciou do uso do prazer como forma de expansão da consciência, colocando o sexo e a sexualidade em um local inacessível, obscuro e cheio de tabus.

E daí é que podemos tirar proveito de outro princípio tântrico básico que é a quebra de tabus. Esqueça aquela história de que aprender técnicas tântricas para usar a sós ou com o parceiro é algo distante, busque informação e coloque em prática o quanto antes. Porque sempre é hora para o despertar de uma nova consciência!