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Astrologia ou Tarô: o que é melhor para você?

Entre pessoas que ainda não fizeram consultas de Astrologia e Tarô, ou que experimentaram só uma dessas técnicas, é comum a dúvida sobre qual delas é a mais adequada a suas necessidades. Para entender como aproveitar ao máximo as possibilidades e os recursos que a Astrologia e o Tarô oferecem, vale a pena discutir as suas diferenças, já que ambas são ferramentas incríveis para autoconhecimento, orientação e previsão.

Partindo da posição dos astros e suas movimentações diárias do céu, a Astrologia oferece uma espécie de bússola para entender padrões inconscientes e ciclos da vida. O mapa astral, que reflete o céu no momento de nascimento, reflete tendências que acompanham o indivíduo por toda a vida, em diferentes áreas: trabalho e carreira, amor e relacionamento, finanças e investimentos, casa e família, saúde e espiritualidade, entre outras. É, em suma, um retrato de quem você é, do seu jeito de ser, das suas qualidades, seus talentos, suas perspectivas na vida — e também as áreas em que você tem mais dificuldade, é claro. Por sua vez, a leitura de Tarô – esse fascinante oráculo composto por cartas, ou lâminas –, apesar de também  abranger todas as áreas da vida e também ser um instrumento de autoconhecimento, espelha o momento presente. Assim, podemos dizer que a Astrologia ajuda você a identificar quem você é, enquanto o Tarô mostra como você está em determinado momento da sua vida.

A natureza das previsões de cada uma das duas técnicas também é bastante distinta. A Astrologia, por meio da análise dos trânsitos sobre o mapa natal, da revolução solar e das progressões secundárias, é muito precisa com datas: é possível apontar meses ou até semanas favoráveis ou desfavoráveis para diferentes áreas da vida. É também possível antever, com muita assertividade, quando ocorrerão acontecimentos importantes, como mudança de trabalho, de casa ou até casamento. O Tarô, por sua vez, é mais imediatista, já que suas previsões costumam compreender um período de até seis meses, em média. Por outro lado, o Tarô é muito mais detalhista: com ele, é possível responder perguntas específicas. Pode-se, por exemplo, comparar diferentes oportunidades profissionais, apontar as possibilidades de entendimento em uma relação afetiva e até revelar o comportamento de outras pessoas em situações de interesse do consulente.

É por isso que costumo dizer que as duas técnicas são igualmente precisas, mas atuam de maneiras diferentes e complementares. A decisão sobre fazer uma consulta de Astrologia ou de Tarô depende, fundamentalmente, dos objetivos da consulta e das necessidades do consulente. Há também quem opte por uma consulta combinada, unindo Astrologia e Tarô. Nesses casos, geralmente recomendo começarmos com a interpretação do mapa astral e suas previsões para posterior complementação com as cartas, no detalhamento de situações complexas.

O universo das técnicas e terapias holísticas é muito rico e variado, oferecendo um amplo leque de opções. Para promover a melhor adequação às suas necessidades na consulta, procure um profissional que possa abordar as diferentes possibilidades de forma transparente e isenta. Se você estiver em dúvida sobre a técnica mais apropriada para o seu caso, explique ao profissional o que você espera da consulta, para que ele possa orientá-lo.

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Tarô e Baralho Cigano: você conhece as diferenças?

Os dois são jogos de cartas utilizadas para fins divinatórios: pode parecer que há grandes semelhanças, mas na verdade elas param por aí. Isso porque o Tarô e o Baralho Cigano – cujo nome, na verdade, é Lenormand – são oráculos completamente diferentes. E a denominação “Tarô Cigano” está equivocada, pois essa nomenclatura mistura dois conceitos que são distintos desde a sua origem.

Enquanto os primeiros registros históricos de impressão dos 78 arcanos do Tarô remetem à Itália na época do Renascimento, as 36 cartas do Baralho Cigano surgiram na França da Era Napoleônica pelas mãos de Marie Anne Adelaide Lenormand, famosa esotérica nascida na cidade de Aleçon. Foi no Brasil que o oráculo de Lenormand se consolidou como o jogo de cartas mais popular entre oraculistas das mais variadas correntes de estudos mágicos, ganhando apreço especial entre os adeptos da Umbanda devido à sua difusão entre o povo cigano. Com o crescimento das giras de ciganos, o “Baralho Cigano” tornou-se altamente requisitado por médiuns e iniciados, recebendo até designações para diferentes orixás, em uma evidente manifestação de sincretismo religioso.

Embora a simbologia do Tarô seja muito mais abrangente em função de suas correspondências associadas às Ciências Herméticas, eu, pessoalmente tenho um carinho especial pelo Baralho Cigano, que foi o meu primeiro oráculo. Comecei a estudá-lo aos 14 anos por curiosidade e diletantismo, fazendo consultas rápidas para as amigas mais próximas, também adolescentes. Ao observar que as previsões se confirmavam, fiquei intrigada e decidi mergulhar mais fundo nos temas ligados ao Ocultismo. Começando pelo Tarô, explorando a minha experiência com a leitura de cartas, passei a desvendar as correspondências de seus 78 Arcanos – 22 Maiores e 56 Menores – com a Cabala, a Astrologia e a Numerologia. Com isso, a magia entrou na minha vida para ficar.

No plano divinatório, o Tarô e o Baralho Cigano são igualmente precisos e eficazes. A diferença mais marcante talvez fique por conta da amplitude de interpretação. Enquanto o Tarô permite um aprofundamento maior no plano psíquico, o Baralho Cigano é, por assim dizer, mais pragmático, oferecendo respostas simples e diretas, por exemplo, em perguntas fechadas – aquelas que só podem ser respondidas com um sim ou um não. Por outro lado, o Tarô é muito mais rico na abordagem de questões complexas e padrões de comportamento. A escolha sobre qual dos oráculos consultar é apenas uma questão de preferência pessoal.

A mesma linha de raciocínio vale para os estudantes das artes divinatórias. Devido à sua estrutura mais “enxuta”, muitas vezes o Lenormand acaba servindo como porta de entrada para o amplo universo dos oráculos, o que facilita o posterior estudo do Tarô. Do ponto de vista iniciático, enquanto é muito comum que o estudo do Baralho Cigano seja solicitado pelos guias da Umbanda, o domínio do Tarô é frequentemente um requisito em ordens e escolas Ocultistas.

Por fim, trata-se de uma questão de egrégora, ou seja, da força mágica criada a partir da afinidade de um conjunto de pessoas ou símbolos. Para muitos, e esse é o meu caso, é difícil escolher um dos dois. O Baralho Cigano e o Tarô são igualmente vitais na minha senda. E você, qual é sua preferência?