Como funciona o Tarô? Uma reflexão sobre Tarô e Sincronicidade

Como funciona o Tarô? - Virginia GaiaAs pessoas adoram o Tarô, e a capacidade desse fascinante oráculo de prever os desdobramentos da vida se manifesta todos os dias, no mundo inteiro, entre pessoas com os mais variados perfis e crenças. Independentemente de qual seja o tema em questão, a experiência da consulta às cartas do Tarô já é, por si só, um evento transformador. Esse universo simbólico tão rico proporciona um profundo mergulho no psiquismo do consulente, tanto para o tarólogo quanto para o próprio consulente. Mas como funciona o Tarô? Ou seja, como esse conjunto de cartas estampando símbolos ancestrais pode proporcionar autoconhecimento e predizer o futuro?

Desvendar o mecanismo de ação que faz com que as previsões fundamentadas nos 78 Arcanos do Tarô – 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores – sejam tão precisas não é tarefa fácil. Estudos científicos já se debruçaram sobre a intuição do futuro de modo geral, mas não existe nada conclusivo.

A Teoria da Sincronicidade, de Carl Jung

Uma possível explicação pode ser encontrada na teoria da sincronicidade, de Carl Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica. Da perspectiva junguiana, poderíamos entender que a escolha das cartas pelo consulente traduz seu estado psíquico naquele momento e que, ao interpretar os símbolos selecionados, o tarólogo poderá prever as manifestações externas dessas predisposições mentais.

Seja como for, a capacidade de prever do Tarô é um fenômeno bastante observável. “O sucesso é a sua prova”, dizia o ocultista inglês Aleister Crowley, ao propor que seus instruídos prestassem atenção nos resultados concretos de suas práticas mágicas. Essa eficácia fenomenológica é o que tem garantido o uso dos mais diversos decks de Tarô ao longo dos séculos.

Outro ponto sobre o qual não pairam dúvidas é que interpretação das cartas exige uma combinação bem equilibrada de técnica, conhecimento profundo de simbologia e aplicação da intuição. Do mesmo modo que é um grande erro acreditar que ser tarólogo envolve apenas o uso de recursos lógicos, é equivocado tratar a leitura do Tarô como mero exercício da intuição ou, como alguns querem fazer crer, de recursos paranormais.

Da sincronicidade à linguagem 

Mas como funciona o Tarô? Funciona como uma linguagem que o bom tarólogo – munido de técnicas adequadas de tiragem, intimidade com símbolos que acompanham a humanidade desde tempos imemoriais e uma intuição estimulada pela sincronicidade – sabe ler e aplicar à situação do consulente para oferecer a orientação necessária. Uma linguagem que, refletindo o mundo, também reflete você.

Como costumo dizer aos alunos dos meus cursos de formação em Tarô, a cada consulta, partimos da condição do Arcano número zero, “O Louco” para, ao final da leitura, chegar ao estado do Arcano I, “O Mago”. Enquanto o Louco personifica a inspiração e a capacidade de desbravar o desconhecido que proporciona o encontro entre o tarólogo e consulente em um momento mágico, o Mago simboliza o domínio dos quatro elementos da natureza – Ar, Água, Terra e Fogo. E é quando o consulente sai da consulta como o Mago que a ela atinge sua plenitude: o consulente está pronto para, exercendo o livre-arbítrio, escolher os melhores caminhos para sua jornada evolutiva pela vida.

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